Com informações do Diário do Rio. Há pouco mais de um mês à frente da Subprefeitura da Zona Sul do Rio, o advogado Pedro Angelito afirma que pretende priorizar o ordenamento urbano na região e reforçar a atuação da prefeitura em problemas recorrentes do espaço público. Aos 26 anos, ele assumiu o cargo após nomeação feita pelo prefeito Eduardo Paes.
A Subprefeitura da Zona Sul administra 17 bairros e atende cerca de 650 mil moradores. A região concentra alguns dos imóveis mais valorizados do país, intensa atividade turística e áreas de grande densidade urbana, além de comunidades com ocupação em encostas e demandas estruturais históricas.
A nomeação de Angelito foi publicada no Diário Oficial no fim de janeiro, após a saída do então subprefeito Bernardo Rubião, que deixou o cargo “a pedido”. A troca ocorreu em meio a pressões de moradores que cobravam respostas mais rápidas para problemas como trânsito e aumento da população em situação de rua, especialmente em Copacabana.
Formado em Direito pela Fundação Getulio Vargas, Angelito atuou anteriormente em escritórios como Otto Lobo e Mattos Filho, nas áreas tributária e societária. Antes de assumir a Subprefeitura, ele chefiava o núcleo de Produção Legislativa no gabinete do vereador Flávio Valle (PSD), que apoiou sua indicação ao cargo, com articulação do deputado federal Pedro Paulo.
Nas primeiras semanas de gestão, o subprefeito acompanhou ocorrências emergenciais que mobilizaram diferentes órgãos da prefeitura, como um incêndio em Copacabana e deslizamentos registrados na Avenida Niemeyer e na comunidade Santa Marta.
Segundo Angelito, a função da Subprefeitura é atuar como ponto de articulação entre os problemas identificados nas ruas e os órgãos responsáveis pela execução das ações. A meta, afirma, é reduzir o tempo de resposta da administração municipal em situações emergenciais e demandas cotidianas.
O novo subprefeito também afirma que a principal linha de atuação será o reforço do ordenamento urbano. A Subprefeitura iniciou rotas diárias de fiscalização em parceria com a Secretaria de Ordem Pública e a Guarda Municipal para combater comércio irregular, ocupações sem autorização e uso indevido de calçadas.
“As regras valem para todos. O ordenamento precisa acontecer em toda a região, sem distinção entre bairros ou áreas”, afirmou.
Angelito diz ainda que pretende ampliar o diálogo com associações de moradores e lideranças comunitárias, utilizando as Gerências Executivas Locais para organizar demandas e encaminhá-las para projetos estruturantes da prefeitura, incluindo investimentos previstos para a Rocinha dentro do novo PAC.



