A construção de um complexo de resorts de luxo na cidade de Maricá, conhecido como projeto Maraey, está saindo finalmente do papel após anos de guerra judicial. O empreendimento de 844 hectares no litoral do município, orçado em R$ 11 bilhões, o recebeu aval do Superior Tribunal de Justiça (STJ) e vai começar as obras nesta semana.
O projeto está sendo apresentado em diferentes cidades e países para atrair investidores mundo afora. Os fundos de pensão brasileiros, com patrimônio de quase R$ 1,4 trilhão, estão entre os alvos prioritários.
O empresário espanhol Emilio Izquierdo, CEO do projeto, pretende apresentar formalmente o empreendimento à Associação Brasileira das Entidades Fechadas de Previdência Complementar (Abrapp) e quer captar, até o fim do ano, cerca de R$ 800 milhões, via dívida e participação acionária. Os recursos vão se somar ao acordo de intenções de R$ 3,5 bilhões com três organismos multilaterais, entre eles a International Finance Corporation, do Banco Mundial.
Obras iniciais são de infraestrutura básica, como 23 quilômetros de pavimentação
Projetado para a região oceânica entre a praia e a lagoa em Maricá, a 60 quilômetros do Rio, o Maraey tem a primeira fase orçada em R$ 4,5 bilhões e abrange três hotéis (somando 1,1 mil quartos) e 244 branded residences (instalações associadas à marca de luxo), além de uma escola de hotelaria certificada pela École Hôtelière de Lausanne.
O empreendimento terá o primeiro resort temático da marca Rock in Rio; o primeiro hotel da bandeira Ritz-Carlton Reserve na América do Sul; e um resort all-inclusive da bandeira JW Marriott:
As obras que começam agora são de infraestrutura básica, como 23 quilômetros de pavimentação e a implantação de redes de energia, água e esgoto. Elas devem durar dois anos, mas, até o início do ano que vem, já devem ser iniciadas as obras dos empreendimentos, como os hotéis — etapa que deve durar dois anos e meio, com a expectativa de que o Maraey comece a receber os primeiros hóspedes no fim de 2029.
Anos de guerra judicial
Em agosto do ano passado, por maioria de votos, a Segunda Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ) liberou a retomada da construção do empreendimento. Os magistrados atenderam a pedido do município e reformaram decisão monocrática que, em maio de 2023, suspendeu as licenças e paralisou as obras, que haviam começado apenas um mês e meio antes.
Naquela ocasião, o Ministério Público do Rio (MPRJ) conseguiu liminar contra o Instituto Estadual do Ambiente (Inea), o município e o empreendimento, alegando risco ambiental e “ à preservação do ecossistema de restinga”. Mas a decisão do STJ, do fim do ano passado, estabelece que o caso precisa ser analisado em primeira instância.
Em janeiro, Quaquá assinou, em Madri, carta de intenção bilionária para construir resorts em Maricá
Durante sua participação na maior feira de turismo da Espanha, a Fitur, em janeiro deste ano, o prefeito de Maricá, Washignton Quaquá (PT) assinou a carta de intenção de R$ 1,5 bilhão em parcerias estratégicas para a construção do complexo de resorts de luxo na cidade.
De acordo com a prefeitura, a expectativa é de que o empreendimento gere cerca de 18 mil empregos diretos e indiretos durante a fase de construção, além de aproximadamente 9 mil postos de trabalho permanentes após a conclusão. A arrecadação anual em impostos é estimada em R$ 485 milhões.
Com informações do Jornal O Globo.
Com informações da fonte
https://temporealrj.com/resort-11-bilhoes-marica/



