A Polícia Civil de São Paulo realizou uma operação nesta quinta-feira (14) para desarticular uma quadrilha especializada no roubo de correntes e alianças de ouro na região da Rua 25 de Março, centro de comércio popular da capital paulista. Ao menos dezesseis pessoas foram presas.
Segundo a investigação, o grupo contava com divisões de funções que iam desde a abordagem até o derretimento das joias roubadas. Eram cinco “cargos” no grupo: os olheiros, que eram responsáveis por observar as vítimas distraídas e identificar possíveis correntes ou alianças e repassar as informações aos assaltantes.
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Na sequência entravam em cena os puxadores, que arrancavam os objetos das vítimas com violência e fugiam rapidamente. Outros membros exerciam o papel de “paredes”, cercando a vítima para dificultar a visão de testemunhas e darem pistas falsas para quem tentasse localizar os autores.
Depois do roubo, as joias eram entregues aos responsáveis pela logística, levando os itens para uma rede de receptadores em estabelecimentos comerciais na região da Sé, centro da cidade. Nesses locais, os itens eram derretidos.
A operação Eldorado cumpriu 35 mandados de busca e apreensão e 21 de prisão temporária na Zona Leste da capital paulista e em municípios da Grande São Paulo como Carapicuíba, Santo André e Francisco Morato. Os presos devem responder pelos crimes de receptação, associação criminosa, roubo e corrupção de menores.
Como mostrou O GLOBO, a alta no preço do ouro provocou um aumento substancial no número de roubos em que alianças são roubadas na cidade de São Paulo. Assaltos em que alianças foram levadas das vítimas mais do que duplicaram: passaram de 1.377 em 2023 para 3.163 casos em 2025.
Na área do 34º DP do Morumbi-Vila Sônia, em cada 10 roubos contra pedestres em 2025, quatro tiveram alianças entre os bens levados. Duas vias que cortam o bairro estão no pódio dos roubos de alianças na cidade: as avenidas Giovanni Gronchi, que lidera o ranking com 60 casos em 2025, e Professor Francisco Morato, terceira colocada, com 42.



