O piloto da Polícia Civil Felipe Marques Monteiro, morto após ser baleado na cabeça durante uma operação da Coordenadoria de Recursos Especiais (Core), na Vila Aliança, Zona Oeste do Rio, recebeu homenagens de outras polícias brasileiras. As corporações de Goiás, do Distrito Federal, Sergipe e Minas Gerais publicaram tributos ao piloto.
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Quem era Felipe Marques, piloto da Polícia Civil baleado em operação no Rio que morreu após mais de um ano de luta pela vida
“A homenagem simboliza o respeito, a admiração e o reconhecimento ao policial militar, destacando sua coragem, dedicação no combate à criminalidade e compromisso com a proteção da população”, publicou as redes do Grupamento Aéreo da Polícia Militar do Estado de Goiás (GRAER).
O velório do comandante está marcado para esta terça-feira. O cortejo até o Caju, na Zona Portuária, será às 15h no cemitério da Penitência.
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Viúva faz homenagem
A viúva do piloto voltou às redes sociais nesta segunda-feira para publicar um novo desabafo sobre a morte do policial. Em um relato emocionado, Keidna Marques afirmou ainda estar “anestesiada” com a perda do marido, mas disse ser grata por ter permanecido ao lado dele durante toda a batalha travada desde março de 2025.
“Eu ainda estou anestesiada com tudo o que aconteceu, mas também muito grata por Deus ter me permitido cuidar de você nesses 423 dias em que não saí do seu lado”, escreveu Keidna, em seu perfil do Instagram.
Felipe morreu no último domingo, mais de um ano após ser atingido por um tiro de fuzil enquanto pilotava um helicóptero da Polícia Civil durante uma operação na Vila Aliança, em Bangu. O policial chegou a perder cerca de 40% do crânio, passou por diversas neurocirurgias, longos períodos de internação no CTI e uma sequência de tratamentos de reabilitação.
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Desde o atentado, Keidna transformou as redes sociais em uma espécie de diário da recuperação do marido, compartilhando quase diariamente atualizações sobre cirurgias, infecções, sinais de melhora e momentos íntimos vividos dentro do hospital. Na nova publicação, ela relembrou pequenas evoluções que passaram a ser celebradas pela família ao longo da recuperação:
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“Nós acreditamos, cuidamos e lutamos para que você restabelecesse. Comemoramos cada mexida de mão, cada beijo, cada troca de olhar, cada gesto de carinho… e ver que, independente das condições, o nosso amor estava mais forte do que nunca”.
Keidna também contou que os últimos dias foram marcados por despedidas e pela presença de familiares e amigos ao lado do policial.
“Deus nos preparou durante quatro dias para que cada pessoa pudesse chegar até você e te passar palavras de carinho e conforto”, escreveu Keidna.
Ela descreveu ainda o último encontro com o marido antes da morte:
“Te senti quentinho. Pude falar no seu ouvido que vou continuar aqui, honrando tudo o que sonhamos juntos”.
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