A Justiça do Rio manteve presos os seis homens acusados de espancar uma capivara na Ilha do Governador, na Zona Norte. As prisões em flagrante foram convertidas em preventivas durante audiência de custódia realizada nesta segunda-feira (23). As informações são do g1.
Continuam detidos Isaías Melquiades Barros da Silva, José Renato Beserra da Silva, Matheus Henrique Teodosio, Paulo Henrique Souza Santana, Pedro Eduardo Rodrigues e Wagner da Silva Bernardo. Dois adolescentes também foram apreendidos e tiveram a internação provisória determinada pela Vara da Infância e da Juventude.
O ataque aconteceu na madrugada de sábado (21), na orla do Quebra Coco, no Jardim Guanabara, e foi registrado por câmeras de segurança. As imagens mostram o animal sendo perseguido e espancado por um grupo.
A capivara, um macho adulto de cerca de 64 quilos, sofreu traumatismo craniano, edemas e sangramento nasal. Após atendimento no núcleo veterinário de Vargem Grande, apresentou melhora inicial, mas segue em observação.

A investigação avançou após a repercussão das imagens e também com o depoimento de uma testemunha, que afirmou ter sido agredida ao tentar impedir a ação. Segundo o relato, o grupo já havia atacado outro animal dias antes.
Os adultos vão responder por maus-tratos, associação criminosa e corrupção de menores. Os adolescentes responderão por atos infracionais equivalentes aos mesmos crimes.
O caso pode ser o primeiro no estado a receber multa com base no decreto conhecido como “Cão Orelha”, que endurece as punições para maus-tratos a animais. A norma prevê multas entre R$ 1.500 e R$ 50 mil por animal, podendo chegar a R$ 1 milhão em situações com agravantes.
A defesa de três dos acusados afirmou que o processo está em fase inicial, que não há prova técnica conclusiva sobre a individualização das condutas e que os investigados são primários, têm residência fixa e exercem atividade lícita. Também declarou confiar na apuração judicial e disse que não comentará detalhes do caso neste momento.



