O fenômeno Rio de Janeiro ganhou vida em números na 16ª edição do Panorama do Mercado Imobiliário, realizada pelo Secovi Rio na última quinta-feira (12), no auditório da Fecomércio, no Flamengo. Representantes de condomínios, administradoras, imobiliárias e incorporadoras receberam informações e análises de dados que — e como não? — celebraram o crescimento do setor.
“O mercado imobiliário do Rio de Janeiro fechou o ano de forma muito positiva, em todos os segmentos. A venda valorizou 16% nos últimos cinco anos, um dado muito positivo. E o aluguel registrou uma grande valorização, em torno de 76% no mesmo período.O aluguel de temporada também, que é uma vocação que o Rio de Janeiro vem descobrindo e vem dando exemplos de forte demanda também”, disse Leonardo Schneider, vice-presidente de Locação e Comercialização Imobiliária do Secovi Rio.
Mas não foi só.
Marcelo Gonçalves, sócio-consultor da Brain Inteligência Estratégica, apresentou estudo feito para o Sindicato da Indústria da Construção Civil no Estado (Sinduscon-Rio). O crescimento do número de emprendimentos lançados nos últimos cinco anos também mereceu comemoração.

Marcelo Gonçalves chamou a atenção para o corte sobre o crescimento do número de lançamentos por bairros. Alvo de projetos de incentivo, como o Reviver Centro, o Porto Maravilha, e outros, a Região Central é para onde a cidade do Rio cresce nos últimos anos.
Mas quem é rei não perde a majestade — e Barra, Barra Olímpica e Jacarepaguá, as regiões que outrora eram campeãs de novos emprendimentos, continuam entre os primeiros lugares. São Cristóvão (que acaba de ser incorporado ao Porto Maravilha), completa o primeiro pelotão.

Mesmo em condições, muitas vezes, adversas, o mercado só respondeu bem. O que, segundo Schneider, é um ótimo indício para 2026.
“Apesar da taxa de juros em 15% , 2025 foi um ano muito promissor. E a perspectiva para este ano, que é um ano de eleições; com um possível aumento de inflação por causa da guerra; é muito boa. Nesse momento de incerteza, muita gente acaba procurando imóvel para investir, para ter uma proteção, busca um movimento mais conservador. Então acredito que 2026 seja um ano também muito promissor”, apostou o vice-presidente do Secovi Rio.
Participaram ainda do encontro Samuel Pessoa, economista do BTG Pactual e colunista da “Folha de S.Paulo”; Giancarlo Nicastro, CEO da Siila; e Alexandre Frankel, presidente do conselho da Vitacon e CEO da Housi.



