Saiba quem é a ajudante de cozinha que morreu em desabamento no Maracanã

Michele Martins, de 40 anos, morreu após ficar soterrada no desabamento de um imóvel de quatro andares no Maracanã, na Zona Norte do Rio, na madrugada desta segunda-feira, logo após o fim de uma chuva. Mãe de quatro filhos —




Michele Martins, de 40 anos, morreu após ficar soterrada no desabamento de um imóvel de quatro andares no Maracanã, na Zona Norte do Rio, na madrugada desta segunda-feira, logo após o fim de uma chuva. Mãe de quatro filhos — três meninas e um menino —, ela vivia havia cerca de 15 anos na Favela do Metrô e “sonhava em deixar a área de risco” com a família. Segundo moradores, o desabamento era uma “tragédia anunciada”, após anos de pedidos de ajuda ao poder público.
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Amigo da família e morador do local, o produtor artístico Tácito Simões Ventura descreve Michele como uma mãe dedicada, que fazia o possível para cuidar dos filhos.
— Ela era uma mãe de família incrível. Cuidava dos filhos dela, trabalhava para sustentar os filhos como podia. Há um tempo estava desempregada. Era mãe de quatro filhos — contou.
Uma das filhas de Michele, Agatha Valentina, ficou soterrada por cerca de seis horas até ser resgatada. Durante o trabalho de buscas, ela chegou a se comunicar com os bombeiros e chamava pela mãe.
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Segundo Tácito, Michele trabalhava como ajudante de cozinha e, no momento, estava desempregada. Antes de morar no imóvel que desabou, ela vivia no Morro dos Macacos, em Vila Isabel, na Zona Norte. As conversas do dia a dia giravam em torno de um mesmo desejo: sair dali.
— Todo dia a gente conversava, sonhando com quando os apartamentos ficariam prontos, com a gente ser contemplado, com a gente sair daqui da área de risco. Ela sonhava em colocar os filhos dela em um lar seguro, mas infelizmente não conseguiu realizar esse sonho — disse ele, referindo-se ao programa Minha Casa, Minha Vida, do Governo Federal.
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O desabamento
De acordo com o tenente-coronel Fábio Contreiras, porta-voz do Corpo de Bombeiros, a construção que ruiu era formada por duas casas geminadas, com quatro pavimentos. O Corpo de Bombeiros foi acionado para o desabamento, na Avenida Presidente Castelo Branco 298, às 1h33. Mais de 50 militares e sete unidades operacionais atuam no local, incluindo especialistas do Grupo de Operações Especiais (Goesp) e alunos do Curso de Operações de Salvamento em Desastres (Cosd), com apoio de 12 viaturas.
Por causa do desabamento, a Avenida Rei Pelé ficou com duas faixas interditadas, no sentido Méier, na altura da Rua Oito de Dezembro.
A Defesa Civil municipal interditou e iniciou o processo de demolição em 12 imóveis no entornou do que desabou. Em entrevista no local, o subsecretário municipal de Defesa Civil, Rodrigo Gonçalves, afirmou que as famílias estão sendo assistidas pela Secretaria municipal de Assistência Social. Questionado sobre relatos de moradores que afirmam que a área já apresentava risco há anos, Gonçalves disse que a vistoria identificou problemas estruturais comuns na região.
— Constatamos muitos prédios sem embasamento técnico, sem engenheiro ou arquiteto responsável, além da falta de manutenção, o que agrava muito essas condições. Não temos histórico de vistoria específica nesse imóvel — explicou.
De acordo com o produtor artístico Tácito, o desabamento ocorreu logo após o fim da chuva. Ele morava no térreo, nos fundos do terreno. Ele contou também que moradores da área alertavam o poder público sobre o risco de desabamento havia cerca de dez anos.
— Em julho do ano passado, a Secretaria municipal de Habitação esteve aqui, passou casa por casa, fez levantamento dos moradores, tirou foto, viu a situação das casas e que tinha risco de desabamento. Mas a gente nunca teve retorno nenhum — disse.
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Com informações da fonte
https://extra.globo.com/rio/noticia/2026/02/saiba-quem-e-a-ajudante-de-cozinha-que-morreu-em-desabamento-no-maracana.ghtml

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