A Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro realizou nesta quarta-feira (08) a maior apreensão de drogas já registrada no Brasil, segundo a corporação, durante operação no Complexo da Maré, na Zona Norte da capital fluminense. Ao todo, cerca de 48 toneladas de maconha foram localizadas por equipes do Batalhão de Ações com Cães (BAC) na comunidade da Nova Holanda, em uma estrutura utilizada como bunker do tráfico.
Segundo a corporação, o material apreendido está avaliado em aproximadamente R$ 50 milhões, representando um dos maiores prejuízos recentes impostos às organizações criminosas que atuam na região.
A operação teve início na manhã de terça-feira (7) e foi concluída na madrugada desta quarta-feira (8), com mobilização de cerca de 250 policiais militares. A ação teve como foco o combate à atuação de facções criminosas nas comunidades da Nova Holanda e do Parque União.
Durante a retirada do material, equipes localizaram também cinco fuzis e quatro pistolas, além de recuperarem 26 veículos roubados entre carros e motocicletas.
De acordo com o secretário e comandante-geral da Polícia Militar, coronel Sylvio Guerra, o resultado é fruto de planejamento estratégico e atuação integrada de unidades especializadas da PM.
“Essa apreensão recorde é resultado de uma ação cirúrgica da Polícia Militar, evidenciando toda a capacidade técnica e operacional. Através do planejamento, inteligência e da atuação especializada do Batalhão de Ações com Cães e de todas as unidades envolvidas na operação, atingimos um resultado expressivo para o enfraquecimento das organizações criminosas e, principalmente, sem efeitos colaterais”, disse o comandante-geral.
As drogas foram localizadas após mudança de comportamento do cão farejador Hulk, da raça pastor belga malinois, que indicou o esconderijo em uma construção abandonada utilizada pelo tráfico. A retirada do material mobilizou dezenas de policiais militares ao longo de cerca de cinco horas e exigiu o uso de quatro caminhões para transporte.
Durante a operação, equipes do Batalhão de Operações Policiais Especiais (BOPE) foram atacadas por criminosos armados. Após o confronto, um suspeito foi localizado com um quinto fuzil e socorrido ao Hospital de Bonsucesso, onde permanece internado sob custódia.
Além do BAC e do BOPE, participaram da ação policiais do Batalhão de Polícia de Choque (BPChq), do Batalhão de Rondas Especiais e Controle de Multidões (RECOM), do Batalhão Tático de Motociclistas (BTM) e do 22º BPM (Maré). A operação contou ainda com apoio de aeronaves do Grupamento Aeromóvel (GAM) e de veículos blindados do Grupamento de Salvamento e Resgate (GESAR).
Segundo a Polícia Militar, a atuação também teve como objetivo impedir interdições de vias expressas e possíveis ações coordenadas por facções criminosas no entorno do Complexo da Maré durante o andamento da operação.



