Joelho do corredor: a dor lateral que sabota seus treinos (e como evitar)

Condição comum entre praticantes de corrida causa dor lateral e pode ser prevenida com ajustes no treino e fortalecimento muscular Joelho do corredor: a dor lateral que sabota seus treinos (e como evitar) A corrida é um dos esportes mais


Condição comum entre praticantes de corrida causa dor lateral e pode ser prevenida com ajustes no treino e fortalecimento muscular


Joelho do corredor: a dor lateral que sabota seus treinos (e como evitar)

A corrida é um dos esportes mais praticados no Brasil, com milhões de adeptos em parques, ruas e academias. Mas, junto com os benefícios, também surgem lesões típicas desse universo. Uma das mais conhecidas é a síndrome da banda iliotibial, popularmente chamada de “joelho do corredor”. Essa condição acontece quando a faixa fibrosa que vai do quadril (ílio) até a lateral da tíbia – conhecida como banda iliotibial – sofre atrito repetitivo contra o fêmur durante a corrida, gerando dor e inflamação. O incômodo costuma aparecer na parte externa do joelho, especialmente após treinos longos ou em subidas e descidas. Estudos mostram que a síndrome pode representar até 12% de todas as lesões relacionadas à corrida.

Por que a síndrome aparece e quem tem mais risco

A síndrome da banda iliotibial não surge do nada: ela é resultado de uma combinação de fatores. Um dos principais é a biomecânica da corrida. Alterações na pisada, como a pronação excessiva (quando o pé “gira para dentro”), aumentam o atrito da banda. Outro fator é o desequilíbrio muscular, principalmente da musculatura do quadril e glúteos, que deveria estabilizar o joelho durante o movimento. O tipo de treino também influencia: aumentar o volume de forma brusca, correr muitas ladeiras ou treinar sempre em terrenos inclinados aumentam o risco da lesão. Até mesmo o uso de calçados inadequados ou muito desgastados pode favorecer o problema. Não é à toa que a síndrome da banda iliotibial é mais frequente em corredores de longa distância e triatletas, que acumulam milhares de quilômetros de impacto ao ano.

Prevenção e tratamento: continuar correndo sem dor

A boa notícia é que, na maioria dos casos, o tratamento não exige cirurgia e o atleta pode retornar à corrida. O primeiro passo é identificar e corrigir a causa do problema. A fisioterapia é fundamental para alongar a banda iliotibial, reduzir a inflamação e fortalecer os músculos estabilizadores do quadril e da coxa. Exercícios como ponte de glúteo, agachamentos e trabalho de core são altamente recomendados. Em alguns casos, podem ser indicados crioterapia, uso de anti-inflamatórios ou até infiltrações locais, dependendo da gravidade.

A prevenção passa por algumas medidas simples: exercícios funcionais e de fortalecimento esporte-específicos, progressão gradual do volume de treino (controle de volume), variação de terrenos, uso de tênis adequados e alongamentos regulares. Palmilhas personalizadas também podem ser úteis em casos de alterações na pisada. O mais importante é não ignorar os sinais iniciais. Quando tratada logo no início, a síndrome costuma ter boa resposta e o corredor pode retornar à prática em poucas semanas. Mas, se negligenciada, pode se tornar crônica e afastar o atleta das pistas por meses.

Com orientação adequada, ajustes nos treinos e fortalecimento muscular, é possível tratar a síndrome da banda iliotibial e continuar correndo com segurança. Afinal, o esporte deve ser fonte de saúde e prazer, e não de dor e limitações.

Dr. Pedro Debieux Vargas Silva – CRM/SP 121.778 | RQE 73.908
Ortopedista
Fellow com enfoque em artroplastia do joelho junto à Universidade Claude Bernard, Lyon – FR (2011).
Membro da Brazil Health





Com informações da fonte
https://jovempan.com.br/saude/joelho-do-corredor-a-dor-lateral-que-sabota-seus-treinos-e-como-evitar.html

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