Dia Mundial de Combate ao Câncer – o papel do urologista na prevenção e no diagnóstico

Próstata, bexiga, rim e testículo estão entre os cânceres mais frequentes no homem. Apesar dos avanços no tratamento, o diagnóstico precoce ainda é o principal fator para aumentar as chances de cura, e o urologista tem papel central nesse processo


Próstata, bexiga, rim e testículo estão entre os cânceres mais frequentes no homem. Apesar dos avanços no tratamento, o diagnóstico precoce ainda é o principal fator para aumentar as chances de cura, e o urologista tem papel central nesse processo

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O câncer continua sendo uma das principais causas de morte no mundo, mas também é uma das áreas da medicina que mais evoluíram nas últimas décadas. No campo da urologia, essa evolução é especialmente evidente, com avanços no diagnóstico, no tratamento e, principalmente, na prevenção.

Globalmente, o câncer de próstata é o segundo mais comum entre os homens, com mais de 1,4 milhão de novos casos por ano, segundo a Organização Mundial da Saúde. No Brasil, o Instituto Nacional de Câncer (INCA) estima mais de 70 mil novos casos anuais. Já o câncer de bexiga está fortemente associado ao tabagismo, enquanto o de testículo, embora menos frequente, é o mais comum em homens jovens entre 15 e 35 anos. Esses números reforçam a importância da informação e do acompanhamento médico regular, especialmente porque muitos desses tumores podem evoluir de forma silenciosa.

Ainda assim, muitos homens chegam tardiamente ao consultório, seja por falta de informação, seja por resistência cultural em procurar atendimento médico. Essa demora pode fazer toda a diferença no prognóstico.

Cânceres urológicos: o que precisa estar no radar

Entre os principais cânceres acompanhados pelo urologista estão o de próstata, o mais comum entre os homens; o de bexiga, frequentemente associado ao tabagismo; o de rim, que muitas vezes evolui de forma silenciosa; e o de testículo, mais frequente em homens jovens.

Cada um desses tumores tem características próprias, mas todos compartilham um ponto em comum: quando diagnosticados precocemente, apresentam maiores chances de tratamento eficaz e cura.

Em relação aos sintomas, o câncer de próstata em fase inicial e os pequenos tumores de rim geralmente não apresentam manifestações. Já nos tumores de bexiga, o principal sinal de alerta é o sangue na urina, especialmente em pacientes fumantes com mais de 50 anos. Nos tumores iniciais de testículo, há uma vantagem importante: a possibilidade de detecção precoce por meio do autoexame do escroto, com atenção à presença de nódulos endurecidos.

Diagnóstico precoce ainda enfrenta barreiras

O maior desafio não está apenas na doença, mas no comportamento diante dela. Muitos homens evitam consultas médicas regulares e acabam procurando ajuda apenas quando os sintomas já estão mais avançados.

No caso do câncer de próstata, por exemplo, o rastreamento com exames como o PSA e o toque retal ainda é cercado de preconceitos e desinformação. Esse cenário contribui para atrasos no diagnóstico.

A recomendação atual é que a avaliação seja individualizada, levando em conta idade, histórico familiar e fatores de risco. O mais importante é que o homem esteja inserido em um acompanhamento médico regular.

Prevenção vai além dos exames

Embora nem todos os cânceres possam ser evitados, alguns fatores de risco são modificáveis. Parar de fumar, manter alimentação equilibrada, controlar o peso e praticar atividade física regularmente ajudam a reduzir o risco de diversos tipos de câncer.

Além disso, o acompanhamento periódico permite identificar alterações iniciais e agir de forma mais eficaz. O cuidado contínuo, ao longo da vida, é uma das estratégias mais importantes para preservar a saúde masculina.

O papel do urologista vai muito além do tratamento. Ele está presente desde a orientação preventiva até o diagnóstico e o seguimento dos pacientes.

O Dia Mundial de Combate ao Câncer é um convite à conscientização. Informação, quebra de tabus e acompanhamento médico são ferramentas essenciais para transformar o cenário da saúde masculina e aumentar as chances de cura quando a doença aparece.

Dr. Marcos Tobias Machado – CRM/SP 75.225 | RQE 63664
Urologista
Doutorado pela Universidade de São Paulo (USP)
Membro da Brazil Health





Com informações da fonte
https://jovempan.com.br/saude/dia-mundial-de-combate-ao-cancer-o-papel-do-urologista-na-prevencao-e-no-diagnostico.html

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