Parlamentares da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro afirmam que número do batalhão criado pelo secretário da PM, coronel Marcelo Menezes, faz referência ao PT; deputado Filippe Poubel anuncia projeto para mudar nomenclatura
Deputados da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) elevaram o tom no plenário nesta terça-feira (24) ao comentar a criação do 13º Batalhão da Polícia Militar em Maricá, anunciada pelo secretário da PM, coronel Marcelo Menezes.
O número escolhido para identificar a unidade — o mesmo do Partido dos Trabalhadores (PT) — foi classificado pelos parlamentares como uma “manobra política” em ano eleitoral.
Poubel anuncia projeto para mudar nome do batalhão
O deputado estadual Filipe Poubel (PL) afirmou que apresentará um projeto de decreto legislativo para alterar a nomenclatura do batalhão. Segundo ele, não é aceitável associar o número de um partido político a uma unidade da Polícia Militar em período eleitoral.
Durante a sessão, Poubel também criticou o prefeito de Maricá, Washington Quaquá (PT).
“Não podemos ceder aos caprichos dessa figura folclórica que é Washington Siqueira Quaquá, que pensa mais no carnaval que na saúde e na segurança da cidade. Tenho certeza que a maioria dos moradores de bem não comunga com essa escolha, com esse governo e com o nome de Che Guevara no hospital”, afirmou.
Amorim fala em “atropelar” secretário
O deputado Rodrigo Amorim (União) convidou os demais parlamentares a assinarem o projeto para mudar o número do batalhão e criticou a decisão da Secretaria de Polícia Militar.
“Todos os colegas que quiserem ser coautores conosco neste projeto estão convidados. Se o coronel Menezes não alterar em 24 horas essa pouca vergonha, a gente vai atropelar ele nessa casa. Ele vai aprender a respeitar o parlamento fluminense – ao qual quer fazer parte”, disse.
Em tom de ironia, Amorim ainda brincou com Poubel sobre qual deveria ser o novo número da unidade: “Não é Maricá? Então bota Batalhão 171”.
Os deputados Marcelo Dino (União) e Thiago Rangel (PL) também criticaram a condução da secretaria. Rangel chegou a sugerir a abertura de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar a atuação do secretário.
Número 13 já foi usado pela PM
O número 13 já foi utilizado anteriormente pela Polícia Militar do Rio. Até 2011, identificava o batalhão localizado na Praça Tiradentes, no Centro do Rio.
A unidade foi desativada e, em 2014, o quartel chegou a ser destinado ao Batalhão de Policiamento em Áreas Turísticas (BPTur), projeto que não avançou.
Parlamentares também defenderam a reativação do 13º BPM na região central da capital. Segundo eles, o Centro do Rio deve ganhar cerca de 100 mil novos moradores nos próximos anos, o que aumentaria a necessidade de policiamento permanente na região.



