Carnaval 2026: projeto leva atividades lúdicas às escolas de samba do Rio para combater violência contra meninas

O projeto Empoderadinhas, iniciativa do Programa Empoderadas, política pública estadual de enfrentamento à violência de gênero, deu início ao circuito de ações nas escolas de samba do Rio com foco na prevenção ao abuso infantil. Voltado para o público de




O projeto Empoderadinhas, iniciativa do Programa Empoderadas, política pública estadual de enfrentamento à violência de gênero, deu início ao circuito de ações nas escolas de samba do Rio com foco na prevenção ao abuso infantil. Voltado para o público de até 12 anos, o projeto promove atividades lúdicas, educativas e acolhimento gratuito também para mulheres da comunidade.
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Após a estreia na quadra da Mocidade Independente de Padre Miguel, na Vila Vintém, durante o ensaio da escola mirim Estrelinha da Mocidade, a ação passou na última segunda-feira (2) pela Estação Primeira de Mangueira, em parceria com a escola mirim Mangueira do Amanhã. Oficinas de tranças afro, pintura facial, teatro de fantoches e rodas de conversa abordaram, com linguagem acessível à faixa etária, temas como autocuidado, respeito ao corpo e toques inadequados.
No tatame, as dinâmicas de prevenção são conduzidas por Erica Paes, idealizadora do Programa Empoderadas, especialista em segurança feminina. Com técnicas adaptadas ao universo infantil, Erica ensina de forma lúdica noções de consentimento, proteção corporal e técnicas para identificar situações de risco e buscar ajuda com segurança e confiança.
— Ao oferecer formação desde a infância, estamos plantando as bases de uma geração de meninas mais conscientes, confiantes e preparadas para reconhecer e saber como agir diante de situações de violência. Por meio do brincar, as crianças desenvolvem noções práticas de autoproteção e aprendem que têm o direito de se defender — explicou Érica.
A escola mirim Nova Geração, da Estácio de Sá, é a próxima a receber o projeto, neste domingo, dando continuidade ao circuito de prevenção infantil nas quadras.
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Prevenção que começa na infância
Para a rainha de bateria da Magueira Evelyn Bastos, madrinha do projeto, o Empoderadinhas marca um novo passo na formação das meninas do samba.
— O Empoderadinhas é essencial porque fala diretamente com meninas que já ocupam espaços nas escolas de samba, mas que muitas vezes não se veem como protagonistas das próprias histórias. O projeto trabalha autoestima, noção de direitos, proteção e fortalecimento emocional. Isso muda a forma como essas meninas crescem e se preparam para a vida e para o mundo — disse Evelyn.
Na Mangueira, o Empoderadinhas se junta a outro projeto voltaso para a formação de crianças e adolescentes.
— Na Mangueira, a gente forma sambistas, mas, acima de tudo, forma pessoas. A Mangueira do Amanhã já nasce com essa missão de educar através da cultura. O Empoderadinhas chega como um reforço poderoso, trazendo ferramentas para que nossas meninas entendam seu valor, saibam se posicionar e reconheçam situações de risco. É cuidado, é prevenção e é construção de futuro. As escolas de samba são territórios de educação popular. Quando um projeto como esse entra, ele não atinge só as meninas, ele ecoa nas famílias e na comunidade. Fortalecer uma menina é fortalecer toda a rede ao redor dela — destacou a rainha.
O Programa Empoderadas
Criado em 2019, o Programa Empoderadas já alcançou mais de 2,4 milhões de pessoas em todo o estado do Rio de Janeiro. Com mais de 60 polos ativos, oferece gratuitamente técnicas de leitura corporal e desvencilhamento, acolhimento jurídico, psicológico e social, além de cursos profissionalizantes voltados à autonomia das mulheres.
No Carnaval ou fora dele, a missão segue a mesma: prevenir a violência, ampliar direitos e fortalecer o protagonismo de meninas e mulheres em seus territórios.
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Com informações da fonte
https://extra.globo.com/rio/carnaval/noticia/2026/02/carnaval-2026-projeto-leva-atividades-ludicas-as-escolas-de-samba-do-rio-para-combater-violencia-contra-meninas.ghtml

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