A descoberta de um passaporte falso de Jeffrey Epstein durante operação do FBI (polícia federal dos EUA) na mansão do financista em Manhattan, Nova York, está alimentando uma teoria que cada vez mais ganha força nas redes sociais: terá sido ele um espião? Ligado a quem?
O passaporte austríaco estava no nome de Marius Robert Fortelni, com carimbos de entrada no Reino Unido, Arábia Saudita, França e Espanha. No luxuoso imóvel de R$ 360 milhões, agentes encontraram um sofisticado sistema de vigilância. Epstein poderia estar coletando gravações sexuais ou comprometedoras dos seus hóspedes, que talvez pudessem ser usadas para chantageá-los posteriormente.
Agências de inteligência russas têm um nome para informações coletadas para tais fins: kompromat.
A pergunta que não quer calar: por que um bilionário que viajava o mundo em jato particular precisaria de um documento de viagem falsificado?
Estaria Epstein trabalhando para a Rússia. De acordo com o “Sun”, o dossiê de documentos divulgado pelo Departamento de Justiça dos EUA (DOJ) na última sexta-feira (30/1) reforça a teoria de que ele era um agente da inteligência russa.
Um dos “indícios” seriam uma troca de mensagens entre Epstein e Sergei Belyakov, então vice-ministro do Desenvolvimento Econômico da Rússia e graduado da academia do FSB (Serviço Federal de Segurança da Rússia), em julho de 2015.
“Preciso de um favor. Há uma garota russa de Moscou. XXXXX (o nome foi omitido pelo DOJ)”, disse Epstein a Belyakov no e-mail. “Ela está tentando chantagear um grupo de empresários poderosos de Nova York. Isso é ruim para os negócios de todos os envolvidos. Ela chegou a Nova York no sábado da semana passada e está hospedada no Four Seasons da Rua 57. Alguma sugestão?”, prosseguiu ele.
O financista também esboçou um texto do que deveria dizer à rua que via como ameaça: “Decidi ajudá-la. No entanto, estou muito decepcionado por você ter achado necessário me ameaçar. Você também deve saber que achei necessário contatar alguns amigos no FSB.”
No rascunho de e-mail, Epstein escreveu, ainda, que os seus contatos na espionagem lhe “explicaram” “em termos inequívocos” que uma pessoa que tentasse chantagear um empresário americano se tornaria “vrag naroda” — expressão russa que significa “inimigo do povo”.
O insulto foi usado pelo ditador soviético Josef Stalin como uma desculpa forjada para expurgar oponentes ou aqueles de quem ele simplesmente discordava. Isso poderia levar à execução ou ao gulag (campo de trabalhos forçados).
Epstein ofereceu à mulher mais de o equivalente a R$ 250 mil por mês durante dois anos, além de ajuda para obter um visto, se ela parasse com as supostas “ameaças”.
O novo conjunto de e-mails divulgado pelo DOJ sugere que Epstein pode até ter se encontrado com o próprio Putin, ex-agente da KGB.
Um deles, datado de 11 de setembro de 2011, de um remetente anônimo, diz:
“Falei com Igor. Ele disse que da última vez que você esteve em Palm Beach, você lhe contou que tinha um encontro marcado com Putin em 16 de setembro e que ele poderia reservar sua passagem para a Rússia para chegar alguns dias antes de você.”
Em mais uma evidência de suas ligações com a hierarquia russa, Epstein enviou um e-mail a um associado em 2010 oferecendo-se para ajudá-lo a obter um visto russo, explicando: “Tenho um amigo de Putin, devo pedir a ele?”
Registros de voo revelam que Epstein voou para a Rússia pelo menos três vezes, principalmente com o ex-presidente dos EUA, Bill Clinton, e Ghislaine Maxwell, a namorada do financista, que foi condenada por tráfico sexual.
Viajando no Boeing 727 particular de Epstein, apelidado de “Lolita Express”, a viagem incluiu uma parada na cidade russa de Khabarovsk, no Extremo Oriente. Os arquivos liberados mostram pagamentos, listados como “honorários” ou “despesas de viagem”, feitos a diversas mulheres russas que se juntaram ao grupo no Boeing 727 em diferentes trechos da viagem.
Com sua extensa rede de contatos influentes, que incluía desde Andrew Montbatten-Windsor a políticos, magnatas dos negócios e celebridades de vários países, Epstein, encontrado morto em cela de prisão em Nova York em 2019, certamente poderia ter sido um valioso aliado russo.
Os arquivos mostram que, em 2010, o pedófilo ofereceu uma jovem como possível acompanhante para jantar ao então príncipe Andrew, garantindo-lhe que ela era “russa, bonita e confiável”. Segundo o “Daily Mail”, a “oferta” é uma modelo nascida no extremo norte da Rússia que se mudou para a América do Norte antes de se casar e se tornar mãe. Não se sabe se a russa e Andrew chegaram a se encontrar.
Com informações da fonte
https://extra.globo.com/blogs/page-not-found/post/2026/02/camarada-epstein-arquivos-liberados-nos-eua-alimentam-a-teoria-de-que-o-financista-pudesse-ser-espiao-russo.ghtml
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