Começaram nesta quarta-feira (13) as vendas gerais de ingressos para a Rio Fashion Week 2026. Após a pausa de uma década do evento e tentativa de relançamento em 2016 sob outro nome, a semana de moda do Rio de Janeiro retorna entre os dias 15 e 18 de abril no Píer Mauá, com uma proposta renovada. A programação oficial prevê cerca de 20 desfiles, reunindo marcas já consolidadas no mercado nacional e internacional. Entre os confirmados estão Angela Brito, Blue Man, Isabela Capeto, Handred e Salinas.
O momento não poderia ser mais propício. O Rio fechou 2025 com crescimento de 10,8% no turismo e 3 milhões de visitantes só no Centro — área que vive uma virada: o Porto Maravilha valorizou mais de 60% em cinco anos, impulsionado pelo programa Reviver Centro. Lá fora, o brazilcore segue bombando: estampas de rua, artesanato, silhuetas diversas e tropicalismo reapropriado aparecem em desfiles e editoriais europeus.
Do couro de pirarucu da Osklen ao bordado da Hisha, do látex amazônico da Normando às fibras naturais da Handred, o que desfila no Pier Mauá é uma moda que nasce do território. Com perspectivas, DNA e mensagens distintas, conheça quem desfila:
Adidas
Única marca não brasileira do line-up, a Adidas já chega ao evento como nova fornecedora do Comitê Olímpico Brasileiro (COB), parceria que vai até os Jogos de Los Angeles, em 2028. Recentemente, a gigante alemã assinou a primeira colaboração global com uma etiqueta independente brasileira, a Artemisi.
No estado do Rio, a marca vive um fenômeno cultural complexo: ao mesmo tempo em que é um símbolo de status, tecnologia e performance, enfrenta desafios de restrições de uso impostas por facções criminosas em algumas áreas. Sua presença no evento reforça o diálogo entre o esporte e a cultura de rua carioca, em um movimento cada vez mais atento ao ecossistema criativo carioca.
Aluf
Fundada em 2018 por Ana Luísa Fernandes, paraense criada no Rio de Janeiro e radicada em São Paulo, a Aluf nasceu a partir do TCC da estilista. Ao lado do sócio e companheiro Bruno Almeida Cardozo, a marca bebe na psicologia junguiana, em especial nos trabalhos de “arteterapia” da médica e psiquiatra alagoana Nise da Silveira, para criar texturas e volumes escultóricos.
Com coleções de alfaiataria moderna ancoradas em matérias primas totalmente brasileiras e naturais, a designer enxerga a sustentabilidade no setor como “algo indispensável para o mundo contemporâneo”. A marca é presença regular no calendário de desfiles da SPFW.
Angela Brito
Nascida em Cabo Verde, criada em Portugal e radicada no Rio há mais de 30 anos, Angela Brito foi a primeira mulher negra a ter uma coleção desfilada no São Paulo Fashion Week, em 2019. Seu trabalho parte de um olhar sensível pela história, memória e símbolos de culturas africanas, especialmente os povos nômades.
Entre peças inspiradas nas festas de santos das ilhas de Cabo Verde, ao “Panu di Terra” (tecido tradicional), seu olhar resulta em uma alfaiataria de corte moderno e acabamentos que valorizam o trabalho manual. Uma estética que, nas palavras da própria criadora, vive “num lugar de diálogo entre tradição e vanguarda”.
Argalji
Drama, escultura e reconstrução são algumas das ideias que orbitam as peças da carioca Monique Argalji. Se a moda muitas vezes busca a discrição, a Argalji chega nesta temporada nacional reivindicando o vestuário como construção tridimensional de presença. Suas peças ignoram o óbvio para explorar volumes dramáticos e arquitetônicos, onde a roupa deixa de ser apenas funcional para se tornar uma afirmação de ocupação corporal.
Em sua estreia nesta Rio Fashion Week, Monique apresenta criações que jogam com a escala e a profundidade, tratando o tecido como uma estrutura escultural que se expande para além da silhueta. Aqui, peças volumosas funcionam como armaduras leves de verão. No universo da diretora criativa, a coragem reside em ocupar o próprio espaço através de formas que não pedem licença para existir.
Apartamento 03
O nome da marca já diz muito: foi num apartamento em Belo Horizonte que Luiz Cláudio Silva – mineiro de Uberlândia criado por uma família de costureiras – deu seus primeiros passos com a etiqueta, em 2006. O diretor criativo e fundador da marca é conhecido por transformar tecidos finos em superfícies tridimensionais complexas através de nervuras e dobras. Tendo a experimentação têxtil como ponto de partida, seu método é artesanal: desfiar, pintar, aplicar, cortar com técnica de alfaiataria.
Em seu desfile de estreia na SPFW, em 2018, desfilaram apenas modelos negras. A escolha, segundo Luiz, foi emocionante. “A ideia era um dia, conseguir mostrar a minha roupa com um corpo que fosse parecido com o meu”, afirmou em entrevista para a Pequenas Empresas & Grandes Negócios.
Blue Man
Fundada em 1974 pelos irmãos David e Simão Azulay em Ipanema, a Blue Man tem no DNA o que poderia ser chamado de certidão de nascimento do beachwear brasileiro moderno. David Azulay, reconhecido como o “pai da moda praia no Brasil”, foi quem criou o primeiro biquíni de lacinho — e em jeans. Fruto de uma ideia para resolver um defeito de fabricação, as tesouradas nas laterais mobilizaram a maior inovação do beachwear mundial.
Hoje, sob o comando criativo de Sharon Azulay, a marca mantém sua alma “brasileira e ipanemense”, seja nos tradicionais padrões coloridos e tropicais, ou nas colaborações com times de futebol do Rio (Flamengo, Vasco, Botafogo, Fluminense). Nos anos 90, Gianni Versace, Thierry Mugler e Tommy Hilfiger foram alguns dos clientes que passaram pela loja original e se encantaram.
Dendezeiro
Com sotaque baiano e olhar global, a Dendezeiro é uma dos nomes mais propositivos do line-up. A diversidade, inclusão e representatividade, são alguns dos pilares da marca fundada por Hisan Silva e Pedro Batalha, em 2018. Para eles, as roupas são “uma plataforma de emancipação para pessoas reais”, realizadas através de um design agênero e voltado para a pluralidade de corpos e tons de pele.
O uso de tecidos 98% e 100% algodão se somam a essa ideia. A fibra natural e sustentável fomenta o desenvolvimento de peças ainda mais versáteis em possibilidades e modelagem. Do fascínio pelo artesanato, o DNA da marca se expande nas experimentações com a alfaiataria e uso signos da cultura nordestina. Contemporânea nas referências e fincada na cultura baiana, a marca é um movimento cultural que vem transpassando a moda.
Handred
Foi a inquietação com o ‘asfixiante’ guarda-roupa masculino que levou o carioca André Namitala a fundar a Handred, em 2012, no bairro de Copacabana. Sua missão era funcional e urgente: libertar o corpo do calor ímpar do Rio. Com peças agênero e modelagens oversized, ele substitui o sufoco do poliéster pela nobreza térmica das fibras naturais. Nessa jornada, o linho, o algodão, a seda e a lã fria deixaram de ser apenas materiais para se tornarem o refúgio e tela de uma alfaiataria de balneário.
Desconstruída e profundamente conectada à alma da cidade, a marca encontra na arquitetura modernista de Sergio Rodrigues, no paisagismo de Burle Marx, na MPB e na poesia o fôlego para suas criações. “O que está ao redor faz parte de nós”, define André. Ao rejeitar o tempo apressado das tendências, a Handred não apenas veste, mas traduz um viver carioca pautado na liberdade de movimento e na sofisticação do conforto.
Helô Rocha
Gaúcha de nascimento, mas potiguar de alma, Helô Rocha iniciou sua trajetória no calor dos carnavais, transformando abadás em peças de design. Sobrinha-neta do fundador da Riachuelo, Nevaldo Rocha, ela traçou um caminho próprio que culminou na fundação de sua marca homônima em 2015, após 10 anos à frente da Têca. Helô aposta no tempo do “feito à mão”, e se expande na riqueza de processos manuais de diversos cantos do Brasil. Do bordado de Timbaúba dos Batistas às tramas que vestiram de Janja da Silva, na posse presidencial, a Sharon Stone, em Cannes.
Com ela, o bordado, crepe de seda, as rendas e texturas naturais se sobrepõem para celebrar a sensualidade feminina. “Toda roupa que fazemos, o que puder complicar, fazemos o mais complicado. E é o oposto do que todo o mercado enxerga, ainda naquele fast-fashion”, destacou a estilista para a L’Officiel Brasil. Após uma pausa de seis anos, para assinar o Ateliê Le Lis, Helô reviveu a marca em 2023 ao lado da sócia, Camila Pedroza.

Hisha
Se o bordado é uma herança que atravessa gerações, na Hisha ele ganha novo fôlego sob o olhar da diretora criativa mineira Giovanna Resende. A marca, que faz sua estreia oficial nas passarelas nesta Rio Fashion Week, nasceu de uma missão clara: descosturar a imagem do bordado como algo “antiquado”. Essa fusão entre a tradição têxtil e o apelo pop saiu do ateliê para conquistar palcos e avenidas, vestindo desde Ana Castela, no Rock in Rio, até a apresentadora Mari Gonzalez, no Carnaval baiano.
A autenticidade e a alta procura pelas peças fomentaram a criação de um núcleo de produção exclusivo, personalizado e sigiloso voltado a grandes eventos. Através das mãos de cerca de 60 bordadeiras, o conhecimento acumulado no ateliê permite a execução de peças de altíssima complexidade técnica. No entanto, para Giovanna o maior triunfo está em garantir uma profissão estável a tantas mulheres que, através do artesanato, podem sustentar suas famílias. Ao aportar no Rio, a Hisha reforça que ser vanguarda é honrar a própria raiz através da inovação.
Isabela Capeto
Nascida no Rio em 1970, formada na Accademia di Moda de Florença, Isabela Capeto tem uma trajetória que parece roteiro de cinema, com direito a incêndio em ateliê, venda e recompra da marca, fechamento de lojas e retorno triunfal às passarelas. Em 2003, a estilista fundou seu ateliê na Gávea e ali estabeleceu um laboratório de resistência ao ritmo da moda industrial. Sua proposta explode em cores saturadas e texturas que celebram a “imperfeição” do toque humano, elevando suas aplicações manuais em uma linguagem de luxo afetivo que conquistou – especialmente o Japão, onde sua estética é reverenciada.
O apreço pelo caráter único dos itens amadureceu em uma dedicação ao artesanato atemporal, sustentado por uma comunidade de artesãs de longa data. Hoje, o legado de Isabela ganha ainda mais fôlego ao lado da filha Francisca, a Chica, na nova etiqueta Capeto. Com uma resiliência rara, a estilista carioca segue como uma das vozes mais autênticas e independentes da moda brasileira.
Karoline Vitto
Após passagens históricas pelas semanas de moda de Londres e Milão — onde fez o primeiro desfile 100% plus size da história da temporada italiana em 2022 —, a estilista Karoline Vitto apresenta sua ode ao “corpo como escultura” pela primeira vez em seu país natal. Em tempos febris de canetas emagrecedoras, a diretora criativa reapropria a beleza dos corpos curvilíneos ao emoldurar dobras e curvas com metais ajustáveis e recortes estratégicos, em vez de escondê-las. Catarinense radicada em Londres, Karoline acredita que o que vestimos deve arquitetar uma nova relação de confiança entre a pele e o tecido.
Desde 2024, as coleções desenhadas em Londres são produzidas 100% em solo brasileiro, priorizando materiais como o fibra celulósica, gabardines de algodão egípcio e denim bruto com tingimento sustentável. Com design inteligente, alças reguláveis e malhas de alta compressão abraçam do PP ao 3G. Apoiada pelo prestigiado programa BFC Newgen, do British Fashion Council, Karoline Vitto atua na intersecção entre a inovação têxtil, inclusão e a responsabilidade ambiental.

Lenny Niemeyer
Se no Rio o biquíni virou ícone, foi a paulista Lenny Niemeyer quem o ensinou a falar a língua da alta-costura. Desembarcada de Santos em solo carioca em 1979, a paisagista de formação buscava uma solução estética que as vitrines de “fio-dental neon” da época ainda não enxergavam. O que começou com cangas e lenços tesourados na mesa de jantar floresceu, em 1991, com a fundação de sua marca homônima em Ipanema. Mais do que moda praia, a estilista arquitetou um modo de vida que conquistou o mundo.
Sua atuação une o toque e a consciência. Bebendo em fontes como a botânica, a arquitetura moderna e o universo náutico, sua arquitetura corporal aplica esses conceitos em couros finos, fibras naturais e até no Econyl — fibra regenerada de redes de pesca. Foi esse olhar distinto que a levou a vestir a delegação brasileira nas Olimpíadas do Rio, em 2016. Ao longo de mais de três décadas, Lenny segue provando que o “luxo despretensioso” é, acima de tudo, inteligente.
Lucas Leão
Se a alfaiataria é uma tradição secular de família, para o carioca Lucas Leão ela funciona como o código-fonte do amanhã. Neto de alfaiates e criado entre moldes no Méier, o estilista é o pioneiro absoluto do conceito phygital no país, fundindo o rigor da modelagem clássica à vanguarda da realidade aumentada. Primeiro brasileiro a comercializar peças vestíveis no metaverso, Leão enxerga a tecnologia como uma lente que expande os limites da percepção humana sobre a passarela.
Nesse laboratório criativo, a inovação nunca anula o tato: materiais como cerâmica, vidro e porcelana são processados em 3D, mas finalizados artesanalmente — uma reafirmação de que o “feito à mão” é indispensável para humanizar o futuro. Entre o átomo e o bit, suas coleções funcionam como ecossistemas colaborativos que buscam o prazer do inédito, transformando o ato de vestir em uma experiência sensorial única.
Misci
Nascido na “Capital do Nortão” e forjado pelo olhar de um matriarcado potente, Airon Martin abandonou a estabilidade da Medicina para cuidar do corpo brasileiro de outra maneira. A miscigenação e pluralidade de contrastes do Brasil foram as faíscas para o mato-grossense começar em 2018 uma marca de design autoral. Sua leitura política traduzida na moda escalou para um fenômeno global — conquistando ícones como Oprah Winfrey e Rosalía — ao provar que a produção ética e a matéria-prima nacional são os motores de um novo luxo.
Após o hiato desde 2022, o retorno da marca às passarelas marca o início de um novo momento afetivo com o Rio, em parte gestado no acolhimento de Lenny Niemeyer durante a colaboração entre as marcas em 2024. Ao inaugurar sua primeira loja em Ipanema em janeiro deste ano, a Misci consolida sua presença no asfalto carioca, agora como residente. Ali, a roupa deixa de ser apenas vestuário para se tornar um objeto de design transgressor, traduzindo a urgência de uma moda que funciona, acima de tudo, como a verdadeira vitrine cultural do país.

Normando
De Belém do Pará, Marco Normando e Emídio Contente provam que a Amazônia não é apenas um bioma, mas um centro de inteligência e sofisticação científica. Das palafitas às vitórias-régias, a iconografia nortista da Normando é traduzida em uma alfaiataria geométrica que rompe com o imaginário folclórico. A marca opera na fronteira entre a tecnologia têxtil e a preservação: o látex nativo substitui o couro animal e o pirarucu ganha tratamento de luxo, elevando materiais regionais ao topo da cadeia da moda global. Sob o olhar da dupla de diretores criativos, cada coleção atua como um manifesto gráfico sobre o Brasil profundo.
Essa potência ficou nítida no Grammy Latino de 2023, quando Gaby Amarantos vestiu a monumental “Samaúma”, uma peça que exigiu 200 horas de trabalho artesanal. Ao ocupar as passarelas, a Normando entrega roupas, mas exporta a convicção de que o futuro do design brasileiro também pode ser, fundamentalmente, amazônico.
Osklen
Com o luxo contemporâneo buscando um equilíbrio entre a ética e a estética, a Osklen é sem dúvidas a bússola desse movimento no Brasil. Prestes a completar 35 anos, a marca de Oskar Metsavaht lapidou uma linguagem visual onde o orgânico e o tecnológico se potencializam. A rastreabilidade de seu design carrega a alma da floresta e o asfalto de Ipanema em uma mesma silhueta.
Pioneira absoluta, a grife transformou o descarte em desejo ao elevar a pele de pirarucu ao status de matéria-prima nobre, em um ciclo que une monitoramento ambiental e impacto social na Amazônia. Através do Instituto-E, a Osklen desenvolveu um verdadeiro laboratório têxtil — os e-fabrics —, provando que o cânhamo, a juta e a borracha do Xingu possuem o rigor necessário para a alta moda. Primeira marca brasileira a receber o prestigiado Green Carpet Challenge, em Paris, a Osklen reafirma que a sustentabilidade não é tendência passageira, mas a estrutura fundamental de um estilo elegante e consciente.
Patrícia Viera
Se o couro é historicamente associado ao peso e à proteção, nas mãos de Patrícia Viera ele alcança o estado de fluidez. Carioca autodidata com vivência no efervescente cenário londrino dos anos 1970, Patrícia fundou sua marca em 1998 sob uma obsessão: transformar a pele bovina em uma renda maleável. Através da técnica de richelieu, mosaicos de retalhos e do corte a laser, ela desmaterializa a robustez do couro, entregando peças que se comportam como seda sobre o corpo.
Mais do que uma veterana das passarelas globais, com presença em Paris e Nova York, Patrícia também opera sob a lógica do “zero resíduo”, onde cada centímetro de material certificado é aproveitado. Sua moda é um exercício de resiliência e precisão. Em 2023, após um infarto, Patrícia voltou às passarelas com seu rigor artesanal em uma coleção produzida em duas semanas. Na etiqueta, a sofisticação é saber dar leveza ao que é, por natureza, eterno.

Piet + Pool
Fundada pelo paulista Pedro Andrade ainda nos bancos da faculdade, em 2012, a marca reescreve o guarda-roupa masculino através de uma lente utilitária e técnica, elevando o sportswear ao patamar de design de exportação. Entre Paris, Milão, Nova York, Los Angeles e Tóquio, a Piet entrega um vestuário como protótipo em constante evolução.
Andrade também criou a M.I.L. (Mockup & Integration Laboratory), uma escola, laboratório criativo e marcas simultâneas. Onde o mercado vê apenas uma peça, Pedro Andrade aplica uma nova engenharia têxtil, uma vez que o pilar de seu fundador é a inovação. No Rio, a Piet se apresenta em conjunto com a Pool, marca do grupo Riachuelo, numa colaboração que ecoa sua narrativa de inovação do streetwear utilitário.
Salinas
Fundada em 1982 por Tunico e Jacqueline De Biase, a marca nasceu em Ipanema com o propósito de criar biquínis que priorizassem o conforto e a personalidade real, independente das tendências. O resultado foi uma ascensão meteórica. A marca virou referência global: Madonna, Christy Turlington, Gisele Bündchen e Kate Hudson usaram suas peças; a marca apareceu no catálogo da Victoria’s Secret e nas páginas da Vogue e da Sports Illustrated.
Hoje, sob a direção criativa de Adriana Bozon, a Salinas inaugura um capítulo que celebra a multiplicidade da mulher contemporânea sem perder sua essência. Inspirada pelo encontro da água com a pele, suas coleções apostam em modelagens atemporais. E ao retornar às suas raízes cariocas, a grife reafirma a elegância despretensiosa que acompanha o movimento do corpo.




