Adilsinho passou o carnaval no Rio antes de ser preso pela PF e Polícia Civil – Boletim RJ

Preso esta manhã pelas polícias Federal e Civil do Rio, Adilson Oliveira Coutinho Filho, conhecido como Adilsinho, estava pelo menos há uma semana na mansão onde foi preso, em Cabo Frio, na Região dos Lagos, depois de ter passado o


Preso esta manhã pelas polícias Federal e Civil do Rio, Adilson Oliveira Coutinho Filho, conhecido como Adilsinho, estava pelo menos há uma semana na mansão onde foi preso, em Cabo Frio, na Região dos Lagos, depois de ter passado o Carnaval no Rio. No ano passado, em outubro, ele já havia escapado de um cerco policial no Itanhangá, na Zona Sudoeste da capital. Assim como naquela ocasião, ele estava acompanhado do mesmo policial militar que também foi preso nesta quinta-feira. A prisão do policial foi em flagrante hoje por favorecimento pessoal. A captura ocorreu por volta das 9h30, quando agentes localizaram o contraventor na residência e encontraram com ele uma pistola.

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‘O mais sanguinário dos capos’

A prisão de Adilsinho foi classificada como a captura “do mais sanguinário dos capos do jogo do bicho” pelo superintendente regional da Polícia Federal no Rio, delegado Fabio Galvão. A declaração foi feita em vídeo divulgado após a operação que resultou na prisão do contraventor, nesta quinta-feira, em Cabo Frio, na Região dos Lagos.

A ação foi realizada no âmbito da Força Integrada de Combate ao Crime Organizado, que reúne a Polícia Federal e a Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro. Também participaram equipes do Serviço Aeropolicial.

— Foi a terceira tentativa de prisão, muito dificultada pela proteção, sobretudo de policiais, que goza principalmente a máfia do jogo do bicho. E hoje a gente conseguiu aprender o mais sanguinário dos capos do jogo do bicho — afirmou Galvão.

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O superintendente destacou ainda que a investigação já havia levado ao fechamento de três fábricas clandestinas de cigarros, apontadas como uma das principais fontes de renda da estrutura criminosa, além da exploração de máquinas caça-níqueis e do próprio jogo do bicho.

‘Responsável por dezenas de homicídios’

Adilsinho, contraventor apontado como chefe da máfia do cigarro, é preso pela PF e Polícia Civil do Rio — Foto: Divulgação/ PCERJ
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O secretário de Polícia Civil do Rio, Felipe Curi, também participou do pronunciamento e reforçou a gravidade das acusações atribuídas ao investigado. Segundo o secretário, Adilsinho é investigado por dezenas de homicídios apurados pelas delegacias de homicídios da capital, da Baixada Fluminense e da região de Niterói e São Gonçalo. Ele citou crimes envolvendo rivais, desafetos, integrantes da máfia do cigarro e até policiais.

Curi informou que já existem três mandados de prisão por homicídio expedidos contra o contraventor, incluindo investigações relacionadas à morte de Marco Antônio Figueiredo Martins, conhecido como Marquinho Catiri, além de outros casos ligados à organização criminosa. Também mencionou a investigação sobre o assassinato do policial penal Bruno Killer, no qual Adilsinho já foi indiciado e aguarda a expedição de mandado judicial.

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Entre os crimes que ganharam maior repercussão, o secretário citou ainda o assassinato de um advogado em fevereiro de 2024, executado à luz do dia nas proximidades da sede da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), ao lado do Ministério Público e da Defensoria Pública.

— Uma ação extremamente ousada da quadrilha desse criminoso — declarou Curi.

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Adilsinho, contraventor apontado como chefe da máfia do cigarro, é preso

Adilsinho, contraventor apontado como chefe da máfia do cigarro, é preso

Adilsinho foi preso em uma residência em Cabo Frio após dois meses de monitoramento. De acordo com as investigações, ele evitava permanecer por muito tempo no mesmo local, utilizava imóveis alugados e se deslocava com frequência para áreas de fronteira, especialmente no Paraná e em Mato Grosso, tanto para despistar as autoridades quanto para manter contatos no mercado ilegal de cigarros.

Contra ele havia cinco mandados de prisão preventiva em aberto — quatro por homicídio e um por organização criminosa — além de mandado expedido pela Justiça Federal.

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Na casa onde se escondia, também foi preso o policial militar Diego Darribada Rebello de Lima, apontado como integrante da equipe de segurança do contraventor.

Apontado como integrante da cúpula do jogo do bicho no Rio, Adilsinho é considerado pelas investigações o maior produtor e distribuidor de cigarros falsificados do estado. Segundo a polícia, ele expandiu suas atividades para cerca de dez estados brasileiros, explorando o mercado ilegal de cigarros em pelo menos seis deles e atuando ainda com bingos, cassinos e um cassino on-line clandestino que teria movimentado R$ 130 milhões em três anos.

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As investigações indicam que, a partir de 2018, ele passou a reinvestir recursos do jogo ilegal na produção e comercialização de cigarros clandestinos, vendidos abaixo do preço mínimo fixado por decreto.

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Com informações da fonte
https://boletimrj.com.br/adilsinho-passou-o-carnaval-no-rio-antes-de-ser-preso-pela-pf-e-policia-civil/

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