A Polícia Civil prendeu, neste sábado (31), o quinto suspeito de envolvimento no assassinato do policial civil Carlos José Queiroz Vianna, morto em outubro do ano passado em Niterói, na Região Metropolitana do Rio. O homem foi capturado por agentes da Delegacia de Homicídios de Niterói, São Gonçalo e Itaboraí (DHNSG) na Ilha do Governador, na Zona Norte do Rio, após trabalho contínuo de investigação.
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Segundo a Polícia Civil, o preso teve participação direta no planejamento do crime. As apurações indicam que ele recebia informações detalhadas sobre o monitoramento da rotina da vítima, que durou meses, além de atualizações sobre a execução do homicídio e a queima do veículo utilizado no ataque.
Com o suspeito, os agentes apreenderam aparelhos celulares, que serão encaminhados para perícia. Ele possui anotações criminais por organização criminosa, homicídio qualificado e porte ilegal de arma de fogo. O homem também é investigado por integrar o grupo de segurança do bicheiro Adilson Oliveira Coutinho Filho, o “Adilsinho”.
Esta é a quinta prisão relacionada ao caso. Três suspeitos foram presos em flagrante no dia do crime, e um quarto envolvido foi capturado em novembro do ano passado, durante uma operação em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense. Na ocasião, a polícia apontou que esse homem foi o responsável por dirigir o carro usado no ataque ao agente.
Os três detidos logo após o crime foram autuados em flagrante por crime de homicídio. Entre eles estão dois PMs identificados como Felipe Ramos Noronha, lotado no 15 BPM (Caxias) e Fábio de Oliveira Ramos, lotado no 3 BPM( Méier). O terceiro detido é Mike Junior Pedro. Este último, segundo a polícia, já teria uma passagem por distribuição de cigarros ilegais.
Três armas foram apreendidas com os presos no Jeep Compass. Três hipóteses iniciais são investigadas. Duas delas verificam a possibilidade do crime estar ligado à contravenção ou à máfia de cigarros.
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Uma terceira apura se o assassinato foi motivado por alguma investigação que estava sendo feita pela vítima. A DHNSG também apura se os presos fazem parte de uma organização criminosa voltada para a execução de Homicídios.
— Uma série de fatores nos levam a concluir inicialmente que se trata de uma organização criminosa voltada para, entre outras coisas, a prática de homicídios. A gente não consegue excluir nenhuma possibilidade ainda. Pela região de Duque de Caxias, tem uma série de coisas que a gente consegue posicionar, inicialmente, para suspeitar da participação da contravenção ou da máfia do cigarro, ou ambas as coisas. Então, tudo isso tem de ser levado em consideração— disse o delegado em outubro.
O policial civil Carlos José Queiroz Vianna, de 59 anos, era lotado na 29ª DP (Madureira). Ele foi morto na manhã de 6 de outubro, em frente à própria casa, no bairro de Piratininga, em Niterói. De acordo com as investigações, a vítima saiu de casa por volta das 6h30 para jogar o lixo fora quando foi surpreendida por ocupantes de um carro branco. Vianna foi atingido por ao menos 12 tiros e morreu no local.
As diligências apontaram que o veículo utilizado no crime foi clonado e, posteriormente, incendiado em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense. Imagens do Centro Integrado de Segurança Pública (Cisp) de Niterói ajudaram a identificar o trajeto do automóvel, que passou por vias estratégicas da cidade e seguiu em direção à Ponte Rio-Niterói. O sistema de cercamento eletrônico permitiu o rastreamento em tempo real, com apoio da Polícia Rodoviária Federal (PRF).
Ainda segundo a Polícia Civil, duas das pistolas apreendidas com os primeiros presos também teriam sido usadas em outros dois homicídios ocorridos na cidade do Rio, em junho: o assassinato de um comerciante no Recreio dos Bandeirantes e o de um dono de bar em Vila Isabel. As armas passaram por exames de confronto balístico para verificar a ligação com os crimes.
As investigações seguem em andamento para esclarecer completamente as circunstâncias do homicídio e identificar outros possíveis envolvidos.
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