Preso em SC, dono da agência Outsider Tours é alvo de nova acusação de estelionato pelo MP do Rio

O Ministério Público do Rio (MPRJ) denunciou o empresário Fernando Sampaio, dono da agência Outsider Tours, por estelionato. Preso em Santa Catarina desde semana passada por um mandado da Justiça do Pará, ele é alvo de um novo pedido de


O Ministério Público do Rio (MPRJ) denunciou o empresário Fernando Sampaio, dono da agência Outsider Tours, por estelionato. Preso em Santa Catarina desde semana passada por um mandado da Justiça do Pará, ele é alvo de um novo pedido de prisão preventiva protocolado pelo MP.

Fernando acumula cerca de 600 processos na justiça e é acusado por fraudes envolvendo pacotes de viagem que teriam deixado prejuízos milionários. Só em um dos processos, envolvendo uma empresa de turismo da Bahia, a agência dele tem uma dívida de R$ 5,9 milhões.

Prejuízo de 76 mil a cliente no Rio resultou na nova ação

O caso que resultou na nova denúncia do MP fluminense envolve um único cliente, que afirma ter sofrido um prejuízo de R$ 76 mil. A vítima teria contratado a Outsider, em 2022, para comprar pacotes para assistir às finais da Champions League em 2024 e 2025. Ela não recebeu o serviço e sofreu prejuízos com um terceiro pacote comprado com a empresa, segundo a denúncia.

De acordo com a maior parte das denúncias, a agência de Fernando, que tem sede na Barra da Tijuca, costumava atrair clientes de diferentes partes do país com ofertas de pacotes com preços muito inferiores à  média do mercado. Ele entregava parte dos serviços contratados, mas não chegava a cumprir com tudo que era estabelecido no contrato.

Ex-funcionários da agência de turismo também foram denunciados pelo MP

A denúncia do MPRJ também acusa outros dois nomes: Letícia Coppi e Armando Raymundo Neto. Os dois já trabalharam para Fernando na Outsider. A ação não pede a prisão deles, mas também os acusa de estelionato e pede bloqueio de valores nas contas deles.

Letícia é ex-companheira do empresário e é sócia da Arena Consultoria Esportiva. Em um dos casos de estelionato investigados, a empresa recebeu valores de uma transação destinada à Outsider. Já Armando é sócio de outra empresa, a Turisport. Segundo as denúncias, Fernando estava usando o CNPJ da empresa dele em novos negócios nos últimos anos, supostamente para dificultar a identificação de casos de estelionato.

O novo pedido ainda vai ser analisado pela justiça. Fernando, que já foi indiciado pela Polícia Civil do Rio, segue respondendo pelo mandado expedido no Pará.



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