Petrópolis tem muitos candidatos mas teme ficar sem ninguém na Assembleia em 2026

A Cidade pode ser Imperial, mas a política de Petrópolis é bem republicana e está em polvorosa, de olho nas eleições do ano que vem. Para a Câmara dos Deputados, três nomes já estão na mesa. O primeiro é o


A Cidade pode ser Imperial, mas a política de Petrópolis é bem republicana e está em polvorosa, de olho nas eleições do ano que vem. Para a Câmara dos Deputados, três nomes já estão na mesa.

O primeiro é o do ex-prefeito Rubens Bomtempo (PSB)— que sequer chegou ao segundo turno no ano passado, mas vai tentando surfar no fato de o sucessor, Hingo Hammes (PP), não estar lá com essa popularidade toda.

Quem também já colocou o bloco na rua foi Bernardo Rossi (provavelmente no PL), outro ex-prefeito de Petrópolis. Queridinho do governador Cláudio Castro (PL), de quem é secretário do Ambiente e Sustentabilidade, Bernardo confia que a força da máquina pode levá-lo a Brasília.

E, por fora, vem o deputado Hugo Leal (PSD). Ele tem domicílio eleitoral na serra, mas não mora lá. Conta com eleitores fiéis em muitos municípios também na planície e na Baixada.

Dos três, é quem tem mais chances de se eleger, ou melhor, reeleger.

Para a Assembleia sobram candidatos em Petrópolis; mas pode faltar voto

Para a Assembleia Legislativa, o número de postulantes é maior. Mas, na boca maldita petropolitana, há muitas dúvidas se a cidade vai garantir o mandato a um local.

Hoje, o principal nome é de Yuri Moura, do PSOL. No seu primeiro mandato na Alerj, o moço ganhou padrinhos poderosos — por incrível que pareça — na direita.

Mas perdeu dois à esquerda. Um é o próprio Bomtempo, que o apoiou há três anos e agora dará sua atenção ao vereador Léo França (PSB). Outro é Marcelo Freixo (PT), o presidente da Embratur, que também pediu votos para Yuri na cidade e não vai pedir mais.

Sérgio Fernandes, do PSD, também de Petrópolis, é quase um Hugo Leal. É da cidade, mas não é. Seus votos estão muito mais no entorno da madrinha Rosa Fernandes (PSD), a Rainha de Irajá, poderosa na Zona Norte carioca, do que na Serra Fluminense.

A Turma Imperial que busca vaga na Alerj tem também o presidente da Câmara, Júnior Coruja (PSD), cada vez mais o homem de Eduardo Paes por lá.

E o vereador e quase xará Júnior Paixão (PSDB), síndico da região de Secretário e redondezas, e segundo mais votado em 2024. Tudo indica que Paixão deve ser o nome de Cláudio Castro e fazer dobradinha com Bernardo Rossi. E ainda tem o polêmico vereador Dudu (União), do mesmo, digamos, campo político.

Sobram candidatos em Petrópolis. Mas pode ser que faltem votos para todos.



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