Alana Passos, e a dinastia de mulheres bélicas na Câmara do Rio: mal chegou e já enviou três requerimentos de informações espinhosos à prefeitura

Mal pôs os pés no velho Palácio Pedro Ernesto — e a vereadora Alana Passos (PL), suplente alçada a titular com a renúncia de Carlos Bolsonaro (PL), já se mostra disposta a dar dor de cabeça ao prefeito Eduardo Paes


Mal pôs os pés no velho Palácio Pedro Ernesto — e a vereadora Alana Passos (PL), suplente alçada a titular com a renúncia de Carlos Bolsonaro (PL), já se mostra disposta a dar dor de cabeça ao prefeito Eduardo Paes (PL). Seguindo a dinastia das tucanas Andrea Gouvêa Vieira e Teresa Bergher, Alana é a nova pedra de saias no caminho do alcaide.

Em 14 de janeiro, o Diário Oficial já publica um requerimento de informações (RI) de Alana com grande capacidade de provocar barulho. A parlamentar diz, na publicação, que há relatos de um cenário de “tensão nos bastidores” da empresa pública RioEventos, motivado por alertas internos sobre falta de governança em decisões estratégicas.

O texto cita a informação de que a diretora de administração da RioEventos, Liliane Dutra de Mello, teria sido convocada a prestar esclarecimentos na Controladoria Geral do Município (CGM) sobre execução de contratos, e que profissionais da empresa teriam pedido demissão, alegando insegurança administrativa.

No requerimento, Alana pede a confirmação de que a CGM tomou o depoimento de Liliane, ou de qualquer outro diretor da RioEventos, nas últimas semanas. Em caso positivo, a vereadora requer a cópia integral da oitiva, o número do processo administrativo ou do procedimento de apuração em que o ato foi registrado.

Pede, ainda, informações sobre auditorias especiais, sindicâncias ou tomadas de contas abertas pela controladoria nos contratos ou em atos de gestão da RioEventos.

O corte de árvores, assunto do momento, também está no alvo de Alana

No Diário Oficial do último dia 9, a moça já tinha lançado logo as questões do momento: diante do corte de árvores (autorizado) para a implantação de um empreendimento na Barra, quer saber tudo sobre o plano de compensação ambiental, incluindo número de mudas, espécie, local de recomposição e calendário de plantio. Como se sabe, são as perguntas que não querem calar, inclusive, para o Ministério Público.

Vereadora quer detalhes sobre a empresa de eventos que construiu o centro de treinamento da Guarda Armada

Alana, que já foi deputada estadual e pretende fazer ferrenha oposição ao prefeito Eduardo Paes (PSD), publicou, no mesmo dia 9, outro requerimento espinhoso. A vereadora mirou, desta vez, na empresa SR Promoções Culturais Ltda, a realizadora do Réveillon de Copacabana, do projeto “Rio, o verão oficial do Brasil” — e da montagem do Centro de Treinamento da Divisão Armada da Guarda Municipal.

A parlamentar lembra que esta última atividade, em tese, apresenta natureza técnica, operacional e funcional distinta de eventos culturais e promocionais que a SR costuma promover. Então, ela pede a cópia integral os processos administrativos e dos contratos firmados com a empresa. E, principalmente, “os atestados de capacidade técnica apresentados pela empresa, comprovando aptidão para execução de infraestrutura voltada à segurança pública e logística policial/tática”.

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