As redes sociais se transformaram em espaços onde quase qualquer conteúdo criativo pode virar tendência. Nos últimos dias, meu feed do Instagram e do Facebook começou a se encher de ilustrações um tanto curiosas. Eram versões caricaturadas de jornalistas, médicos, professores e todo tipo de profissionais, cercados por objetos que pareciam resumir suas vidas em uma única imagem.
Em algumas, apareciam xícaras de café, computadores, microfones, livros ou ferramentas de trabalho; em outras, paisagens, escritórios ou salas de aula. Mas todas tinham algo em comum: não eram desenhos feitos por artistas humanos, e sim imagens criadas com inteligência artificial.
Como consegui gerar a imagem?
A primeira coisa que você deve fazer é acessar o ChatGPT, desenvolvido pela OpenAI, uma das ferramentas de inteligência artificial mais comentadas tanto nas redes sociais quanto na mídia. Uma vez dentro da plataforma, o passo seguinte é escrever uma mensagem simples pedindo ao sistema que crie uma caricatura sua com base no que você faz ou na sua profissão.
Você pode escrever, por exemplo: “Crie uma caricatura sobre mim e meu trabalho com base em tudo o que você sabe sobre mim.” Em seguida, o chatbot solicita uma imagem de referência para poder gerar a ilustração. E aí está a parte-chave: ele precisa de uma foto sua. Não precisa ser nada elaborado. Pode ser até um selfie feito com o celular.
Depois de enviar a imagem, o sistema gera uma caricatura digital que, em geral, inclui elementos associados ao seu trabalho, aos seus interesses ou à sua rotina diária. O resultado costuma ser uma ilustração colorida e personalizada, que combina sua aparência com símbolos da sua vida profissional.
É claro que, se o sistema não tiver informações suficientes sobre a pessoa, pode fazer perguntas sobre sua profissão, interesses ou rotina para conseguir gerar a imagem.
No caso de Porto Rico, a tendência não foi adotada apenas por usuários comuns nas redes sociais. Algumas figuras públicas também aderiram à dinâmica de compartilhar suas caricaturas. Entre elas está a meteorologista e comunicadora Ada Monzón, que rapidamente publicou no Facebook sua versão caricaturada, acompanhada de elementos que representam seu trabalho na comunicação científica.
– Por curiosidade de saber o que o ChatGPT acha de quem eu sou, vamos fazer a caricatura também. Amo você, Porto Rico! – escreveu Monzón.
À tendência também se juntou a cantora e apresentadora Jailene Cintrón.
– Adoro a nova trend de pedir ao ChatGPT uma caricatura com base no que ele sabe sobre mim. Resume tudo. Deus é bom! – escreveu a artista.
Na ilustração aparecem diferentes elementos, como câmeras, microfones e um letreiro de “On Air”, além de símbolos espirituais, familiares e animais de estimação. Em ambas as publicações, os comentários não demoraram a surgir. Alguns usuários perguntavam como poderiam fazer o mesmo, enquanto outros compartilhavam as imagens que já haviam gerado com a ajuda da inteligência artificial.



