O governador Cláudio Castro vem vendendo a imagem de xerife urbano: operações integradas, megaações nas favelas e recados claros de que o Rio não será mais refúgio para criminosos de outros estados. Depois da polêmica ADPF das Favelas, que limitava a atuação policial e abriu espaço para facções se expandirem, o governo estadual resolveu virar o jogo. Resultado? Vagabundos que antes se sentiam em casa agora estão sendo caçados como nunca.
A queda de ‘Tiba’
Tiago da Silva Rocha, conhecido como “Tiba”, não é qualquer figurante. Ele é apontado como responsável pela fuga cinematográfica de 16 detentos em Eunápolis, na Bahia, em dezembro de 2024, além de ordenar atentado contra o diretor do presídio em 2025. No currículo, ainda consta o cargo de gerente logístico de uma facção: cuidava de rotas de drogas, armas e pagamentos. Em outras palavras, era o “iFood” do crime organizado.
A prisão ocorreu neste domingo (18), em operação conjunta entre as polícias Civil e Militar do Rio, com o MP da Bahia e a SSP-BA na Ilha Grande, em Angra dos Reis. O recado foi claro: quem acha que pode se esconder nas comunidades cariocas vai acabar atrás das grades.
A fuga que virou vexame nacional
A escapada de 2024 foi digna de roteiro de ação e vexame para o governo petista de Jerônimo Rodrigues. Enquanto presos serravam o teto da cela, um grupo armado invadia o presídio, metralhando guaritas e sustentando a fuga. Resultado: 16 fugitivos, um cachorro morto e um fuzil calibre 5.56 abandonado no local. Um ano depois, o saldo era vergonhoso: apenas um recapturado, dois mortos e 13 ainda soltos.
Entre os mortos, destaque para Rubens Lourenço dos Santos, o “Binho Zoião”, abatido na megaoperação do Rio em outubro, que deixou 117 criminosos mortos — operação que virou manchete internacional e mostrou que Castro não está para brincadeira.
O fim da estadia carioca
“Tiba” achou que poderia se misturar ao cenário carioca, aproveitando a brecha deixada pela ADPF das Favelas. Mas a maré virou. Agora, o Rio não é mais pousada para criminosos de exportação. A prisão dele simboliza a nova fase: quem vier de fora achando que vai se esconder nas vielas cariocas vai acabar na mesma cela que tentou abrir para os comparsas.
Moral da história: O Rio endureceu, Castro capitaliza politicamente e “Tiba” virou troféu da repressão. A mensagem é direta: o Rio não é mais Airbnb de bandido — check-out obrigatório, sem direito a reembolso.
2026-01-19 14:06:00



