‘Mulheres perdem espaço’: indicação da deputada trans Érica Hilton à Comissão da Mulher revolta conservadoras

A indicação da deputada federal Érica Hilton (PSOL-SP) para presidir a Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher da Câmara dos Deputados gerou forte reação de parlamentares conservadoras pelo país. No Rio de Janeiro, a vereadora Alana Passos (PL-RJ) afirmou:


A indicação da deputada federal Érica Hilton (PSOL-SP) para presidir a Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher da Câmara dos Deputados gerou forte reação de parlamentares conservadoras pelo país. No Rio de Janeiro, a vereadora Alana Passos (PL-RJ) afirmou: “A Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher precisa ser presidida por alguém que represente as mulheres biológicas e esteja totalmente focada nas pautas urgentes como segurança, saúde e combate à violência. A escolha de Erika Hilton gera debate legítimo sobre critérios de representatividade. Essa comissão deve priorizar políticas públicas concretas, não militância ideológica.”

O caso também repercutiu na Alerj. A deputada estadual Índia Armelau (PL-RJ) publicou um vídeo nas redes sociais em tom inflamado, dizendo que a escolha de Hilton significaria “roubo de espaço das mulheres” e criticando o conceito de mulher trans. Em sua fala, Armelau acusou feministas de “hipocrisia” e defendeu que cada grupo tivesse sua própria comissão, sem interferir nos espaços destinados às mulheres.

Primeira trans a comandar Comissão de Mulheres

Érica Hilton foi indicada pelo PSOL para assumir a presidência do colegiado em acordo com outras siglas, e a votação está marcada para o dia 4 de março de 2026. Caso confirmada, será a primeira parlamentar trans a comandar a comissão na história do Congresso Nacional. A formalização depende de despacho do presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB).

Hilton declarou que pretende barrar retrocessos e ampliar os direitos das mulheres em sua diversidade, incluindo pautas voltadas para indígenas, negras, mulheres com deficiência e LGBT+. Também destacou que dará atenção especial ao enfrentamento da crise de feminicídios e à violência contra a mulher, além de questões de saúde e condições no mundo do trabalho.

O embate sobre representatividade

A polêmica expõe uma tensão central: quem pode representar as mulheres na política? Para críticas como as de Alana Passos e Índia Armelau, a presença de uma deputada trans na presidência da comissão seria um retrocesso para as mulheres, que já enfrentam baixa representatividade no Congresso.



Com informações da fonte
https://coisasdapolitica.com/politica/01/03/2026/mulheres-perdem-espaco-indicacao-da-deputada-trans-erica-hilton-a-comissao-da-mulher-revolta-conservadoras

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