Leblon e Ipanema seguem imbatíveis como os bairros mais caros do Brasil, com preços que ultrapassam R$ 25 mil por metro quadrado, segundo o Índice FipeZAP. O levantamento de 2025 divulgado nesta semana confirma o Rio de Janeiro como epicentro do luxo imobiliário nacional, em um mercado que valorizou acima da inflação e consolidou o ciclo de alta mesmo em cenário de juros elevados.
Mercado imobiliário em alta: Rio lidera o ranking
O Índice FipeZAP, que acompanha os preços de venda em 56 cidades brasileiras, registrou em 2025 uma alta acumulada de 6,52%, superando a inflação oficial medida pelo IPCA (4,46%). Foi o segundo melhor desempenho dos últimos 11 anos, atrás apenas de 2024, quando os preços avançaram 7,73%.
Os bairros mais caros do Brasil em 2025
1 – Leblon (Rio de Janeiro): R$ 25.717/m² (+6,6%)
2 – Ipanema (Rio de Janeiro): R$ 25.302/m² (+12,5%)
3 – Itaim Bibi (São Paulo): R$ 19.468/m² (+5,9%)
4 – Pinheiros (São Paulo): R$ 18.355/m² (+2,7%)
5 – Savassi (Belo Horizonte): R$ 18.053/m² (+13,2%)
O Leblon reafirma sua posição histórica como o metro quadrado mais caro do país, sustentado por oferta restrita, localização privilegiada e perfil patrimonial dos compradores. Já Ipanema, além de ocupar a segunda posição, foi destaque pela valorização de 12,5% em 2025, uma das maiores entre os bairros nobres.
Dinâmica regional: além do eixo Rio-São Paulo
– Savassi (BH): valorização de 13,2%, mais que o dobro da média nacional.
– Itaim Bibi e Pinheiros (SP): mantêm relevância, mas com crescimento mais moderado.
– Cidades do Sul e Sudeste: Balneário Camboriú (R$ 14.906/m²), Itapema (R$ 14.843/m²) e Vitória (R$ 14.108/m²) lideram entre os municípios, com destaque para Vitória, que registrou alta de 15,13%.
Imóveis compactos em ascensão
O levantamento também mostra que unidades de um dormitório lideraram a valorização, com alta de 8,05% em 2025, alcançando o maior preço médio nacional: R$ 11.669/m². Essa tendência reflete mudanças no perfil das famílias, maior mobilidade urbana e busca por imóveis de tíquete mais acessível.
Impacto econômico e investimentos
O setor imobiliário se consolidou como alternativa defensiva para investidores:
– Índice FipeZAP: +6,52% em 2025.
– IFIX (fundos imobiliários): +17,5%.
– IMOB (Índice Imobiliário da B3): +72%.
– Segmento de luxo e superluxo: VGV (Valor Geral de Vendas) avançou mais de 120%, alcançando R$ 37,1 bilhões.
Conclusão
O Leblon e Ipanema seguem como símbolos máximos do luxo imobiliário brasileiro, com preços que superam qualquer outro bairro do país. A valorização consistente, mesmo em cenário de crédito caro, reforça o status dessas regiões como ativos de preservação de valor. Ao mesmo tempo, cidades como Vitória e Balneário Camboriú consolidam o protagonismo fora do eixo Rio-São Paulo, mostrando que o mercado imobiliário de alto padrão no Brasil está mais aquecido do que nunca.
2026-01-11 09:00:00



