INSS aperta o cerco contra o trabalhador: mais tempo na ativa, mesma merreca no benefício

Prepare-se para trabalhar mais e ganhar… o mesmo. As novas regras da Previdência, que entraram em vigor no dia 1º de janeiro de 2026, empurram a aposentadoria para mais tarde, mas não mexem um centavo no cálculo do benefício. Ou


Prepare-se para trabalhar mais e ganhar… o mesmo. As novas regras da Previdência, que entraram em vigor no dia 1º de janeiro de 2026, empurram a aposentadoria para mais tarde, mas não mexem um centavo no cálculo do benefício. Ou seja: o trabalhador sua a camisa por mais tempo, mas o valor final continua sendo aquela média ingrata que não descarta os menores salários.

Idade mínima sobe, paciência desce

– Mulheres: agora só se aposentam aos 59 anos e 6 meses, com 30 anos de contribuição.
– Homens: precisam chegar aos 64 anos e 6 meses, com 35 anos de contribuição.

E não para por aí: todo ano a idade mínima sobe mais seis meses até bater nos 62 (mulheres) e 65 (homens) em 2031.

Regra de pontos: mais suor, menos saída

A soma da idade com o tempo de contribuição precisa alcançar 93 pontos para mulheres e 103 para homens. Parece pouco? Na prática, significa meses — ou até um ano inteiro — a mais de trabalho antes de ver a cor do benefício.

Professores e servidores também na fila

– Servidores públicos: além da regra de pontos, precisam cumprir 20 anos de serviço público e 5 anos no cargo.
– Professores: continuam com critérios diferenciados, mas também sobem degraus. Agora, professoras só se aposentam aos 54 anos e 6 meses com 25 anos de magistério; professores, aos 59 anos e 6 meses com 30 anos de sala de aula.

Pedágios: promessa que já não vale

As regras de pedágio criadas em 2019 estão praticamente aposentadas. O de 100% já foi cumprido, e o de 50% morreu em 2022. Em 2026, não aliviam mais ninguém.

Valor do benefício: a mesma novela repetida

Apesar de todas as exigências extras, o cálculo continua igual: média de todas as contribuições, sem descartar os menores salários. O percentual cresce conforme o tempo de contribuição, mas sempre limitado ao teto do INSS. Em resumo: mais tempo de trabalho, mesmo valor no contracheque.

Planejamento virou obrigação

Com regras que mudam ano a ano, planejar não é luxo, é sobrevivência. Conferir o histórico no CNIS, simular cenários no aplicativo Meu INSS e identificar períodos especiais pode ser a diferença entre se aposentar agora ou virar figurinha carimbada no mercado de trabalho por mais alguns anos.

Até 2033, quando as regras de transição acabam e só valem as definitivas, o caminho até a aposentadoria vai continuar ficando mais longo. Para quem já estava na reta final, atenção redobrada: o jogo mudou, mas o prêmio continua o mesmo.

 



Conteúdo Original

2026-01-03 17:12:00

Posts Recentes

PUBLICIDADE

PUBLICIDADE