Flopou na rede: influencers caçam caranguejo e acabam fisgados pela polícia

Na manhã desta terça-feira (6), o Instituto Estadual do Ambiente (Inea) deu o bote no Parque Estadual da Serra da Tiririca, em Niterói, e encerrou a “live” ilegal de três influencers que achavam que o mangue era cenário para likes.


Na manhã desta terça-feira (6), o Instituto Estadual do Ambiente (Inea) deu o bote no Parque Estadual da Serra da Tiririca, em Niterói, e encerrou a “live” ilegal de três influencers que achavam que o mangue era cenário para likes. O trio foi detido por pesca ilegal de caranguejos-uçá (Ucides cordatus) em área de proteção integral, depois de se gabar nas redes sociais de crimes ambientais como se fossem conquistas. Os influencers que achavam que iam bombar com “conteúdo raiz” acabaram colhendo engajamento da polícia.

A bronca oficial

O secretário de Estado do Ambiente e Sustentabilidade, Bernardo Rossi, deixou claro que não há espaço para estrelato ambiental: “Todo e qualquer crime ambiental cometido no Estado será coibido dentro das medidas cabíveis. Intensificamos a fiscalização e não hesitaremos em punir criminosos.” Em tradução livre: quem acha que pode transformar infração ambiental em conteúdo viral vai acabar viralizando mesmo é na ficha policial.

Caranguejos capturados foram devolvidos ao mangue (Divulgação/Inea)

O destino dos caranguejos

Após a operação, os animais foram devolvidos ao mangue, em uma cena que mostrou quem realmente merece liberdade: a fauna silvestre. O Inea reforçou que, devido ao aumento de visitantes durante o verão, as ações de fiscalização estão sendo intensificadas. O recado é direto: o mangue não é palco de reality show, é ecossistema protegido.

O Instituto Estadual do Ambiente (Inea) deu o bote no Parque Estadual da Serra da Tiririca, em Niterói (Divulgação/Inea)

A lei que não dá like

Os influencers responderão com base no Artigo 29 da Lei 9605/98, que proíbe matar, caçar, apanhar ou utilizar espécimes da fauna silvestre sem autorização. Não adianta editar vídeo com musiquinha e filtro: a lei não tem botão de “excluir”.

Contexto maior: Niterói sob cerco ambiental

Não é a primeira vez que a cidade vira palco de crimes ambientais. Em 2025, o Inea apreendeu meia tonelada de peixes em Itaipu e interditou barcos de pesca ilegal na “Operação Anequim”. Niterói tem sido alvo constante de operações cinematográficas para coibir abusos contra a natureza.

Linha Verde: denúncia sem filtro

Denúncias de crimes ambientais podem ser feitas pelo Linha Verde: 2253-1177 (capital), 0300 253 1177 (interior, custo local) ou pelo aplicativo Disque Denúncia Rio, que permite envio de fotos e vídeos com garantia de anonimato.



Conteúdo Original

2026-01-06 14:28:00

Posts Recentes

PUBLICIDADE

PUBLICIDADE