A Fundação Getulio Vargas (FGV) divulgou nesta semana um estudo detalhado para a construção do Centro FGV Tecnologia e Futuro no terreno da Rua Barão de Itambi, em Botafogo, que foi desapropriado pela Prefeitura do Rio em novembro e causou uma disputa local.
O projeto prevê um edifício de seis pavimentos no prédio onde funcionava um supermercado do Grupo Sendas e ainda abriga uma academia do bairro.
A nova estrutura terá um subsolo técnico para supercomputador, térreo com galeria de arte, café e biblioteca, andares intermediários com laboratórios, auditórios e áreas de integração criativa, e cobertura dedicada a pesquisas avançadas.
Grupo Sendas acusa FGV de tentar se apropriar do terreno, afirmando que decreto de desapropriação é ‘nulo’ e situação é ‘absurda’
Depois da divulgação do estudo, Arthur Sendas Filho, presidente do Grupo Sendas, protestou publicamente.
“Para a gente, esse decreto é nulo. Nenhum estudo foi feito em relação ao terreno, que, ao contrário do que dizem, nunca esteve abandonado. Estranhamos muito a postura da FGV, que está agindo como grileira, tentando tomar um terreno que não é dela. Isso mancha a sua reputação”, afirmou.
O grupo afirma que acionou a Justiça para tentar anular o decreto de desapropriação.
“O processo está andando, temos certeza de que o decreto vai ser revogado porque é um absurdo total. A pessoa não pode querer um terreno e pedir para que alguém o desaproprie. É uma postura antidemocrática. Vamos brigar até a última gota de sangue, vamos a Brasília, se necessário”, disse Sendas.
Histórico do imóvel: decreto de desapropriação, denúncia de vereador e arquivamento do caso no MP
O terreno, onde funcionou um supermercado da rede Pão de Açúcar até agosto de 2025, foi alvo de decreto de desapropriação publicado em novembro do ano passado pela Prefeitura do Rio, a pedido da FGV.
O vereador Pedro Duarte (PSD) chegou a questionar a medida, enviando denúncia ao Ministério Público, que decidiu não dar prosseguimento à ação inicial, classificando-a como uma controvérsia individual.
“Não cabe ao MP substituir o administrador público na avaliação dos interesses e necessidades que estruturam uma desapropriação. O órgão só deve atuar em casos de indícios concretos de ilegalidade, desvio de finalidade ou abuso de poder”, afirmou o promotor Tulio Caiban Bruno.
Mesmo com o arquivamento da denúncia, a 2ª Promotoria de Justiça de Tutela Coletiva de Urbanismo da Capital instaurou um inquérito civil para apurar eventual ausência de motivação técnica ou desvio de finalidade da Prefeitura.
O Grupo Sendas informou ainda que fechou contrato para que a Rede Mundial assuma o ponto comercial.
Com informações do jornal “O Globo”.
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https://temporealrj.com/fgv-divulga-projeto-terreno-botafogo-sendas/



