O Governo do Estado do Rio de Janeiro deflagrou, na manhã desta terça-feira (3), mais uma fase da Operação Caminhos do Cobre, voltada ao enfrentamento de organizações criminosas especializadas no furto e na receptação de cabos e materiais metálicos pertencentes a concessionárias de serviços públicos. A ação é conduzida pela Polícia Civil e ocorre em endereços ligados aos investigados no município de São Gonçalo, na Região Metropolitana.
Até o momento, duas pessoas foram presas e mais de meia tonelada de cabos de cobre e outros metais foi apreendida, além de aparelhos celulares utilizados pelos suspeitos. A operação também cumpriu mandados de busca e apreensão e contou com o afastamento de sigilos de dados relacionados a imóveis, empresas e locais usados para o armazenamento do material de origem criminosa.
Segundo as investigações, uma empresa de reciclagem funcionava como fachada para a compra, guarda e revenda de cabos furtados. Parte do material era escondida em um galpão localizado em área rural próxima à BR-101, estratégia usada para dificultar a fiscalização e mascarar a procedência ilícita dos produtos.
O governador Cláudio Castro destacou que a operação reforça a atuação firme do Estado contra o crime organizado. “Temos trabalhado com inteligência, integração e foco em resultados para combater práticas que afetam diretamente a população e os serviços essenciais. Esse é um esforço permanente”, afirmou.
A ofensiva é conduzida por equipes da Delegacia de Roubos e Furtos (DRF) e da Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas e Inquéritos Especiais (Draco) e faz parte de um trabalho contínuo iniciado a partir de fiscalizações administrativas e denúncias, que evoluiu para investigações aprofundadas e medidas judiciais.
Desde setembro de 2024, a Operação Caminhos do Cobre já realizou mais de 430 fiscalizações em ferros-velhos em todo o estado, resultando na prisão de cerca de 200 responsáveis por estabelecimentos irregulares e na apreensão de aproximadamente 300 toneladas de fios de cobre e outros materiais metálicos. No mesmo período, a Justiça autorizou o bloqueio de cerca de R$ 240 milhões, consolidando a operação como uma das maiores ofensivas contra a estrutura financeira do crime patrimonial no Rio de Janeiro.



