Na mesma data em que a polícia cumpria a prisão preventiva de Leandro Francisco Tuler, 51 anos, acusado de matar a tiros o cachorro do vizinho e tentar assassinar o tutor do animal, outro caso grotesco acontecia em Magé. Um homem em situação de rua foi preso em flagrante após esfaquear o olho de um cachorro em Piabetá, distrito da cidade na Baixada Fluminense.
O ataque ocorreu na Avenida Santos Dumont, em frente ao Hospital Materno Hugo Braga. O agressor, cuja identidade não foi revelada, foi encaminhado à 66ª DP (Magé) e responderá por maus-tratos. O cãozinho, gravemente ferido, foi socorrido por um veterinário da Prefeitura e passou por cirurgia. Apesar da gravidade, segue internado em estado estável.
Não foi um caso isolado
O episódio do esfaqueamento aconteceu apenas cinco dias depois do assassinato de Luke, o cachorro alvejado por Tuler. Dois crimes bárbaros em menos de uma semana, ambos contra cães, escancaram a sensação de impunidade que alimenta a violência e a fragilidade das políticas públicas de proteção.
Dois problemas expostos
- Crueldade contra animais
Casos como o de Luke e do cão esfaqueado mostram que a legislação brasileira ainda trata a crueldade contra animais como crime de menor importância. O resultado é uma sucessão de tragédias que poderiam ser evitadas. - População de rua e vício
Muitos moradores em situação de rua, sem acompanhamento adequado, acabam cometendo crimes para sustentar vícios ou simplesmente tornam-se violentos. Políticas públicas que impedem a internação compulsória — defendidas por setores da esquerda — deixam a sociedade refém de indivíduos que circulam sem qualquer controle, mesmo quando representam risco.
O retrato da impunidade
Dois crimes em menos de uma semana. Dois cães brutalizados. Dois criminosos que só foram presos porque foram flagrados ou filmados. Enquanto isso, a população assiste ao espetáculo da barbárie, sem garantias de que os agressores permanecerão atrás das grades.
Até quando?
Enquanto Magé parece ter se tornado o laboratório da impunidade brasileira, se testa até onde a sociedade aguenta ver cachorros esfaqueados e baleados sem que nada mude. Afinal, se o sistema protege o criminoso e não o inocente, quem será o próximo a pagar o preço?
2026-01-09 15:36:00


