No município do Rio, uma mulher sofre violência a cada 36 minutos. Os dados fazem parte de uma pesquisa revelada pela Secretaria Municipal de Saúde (SMS Rio) neste domingo (08), Dia Internacional da Mulher. O levantamento revela um aumento no número de relatos de violência de gênero na cidade em 2025 — foram 17,6 mil casos registrados ao longo do último ano.
A violência física lidera as ocorrências, atingindo 74% das mulheres, seguida pela violência sexual (18%) e psico-moral (16%).
Além disso, o ambiente doméstico continua sendo o local de maior perigo para mulheres na capital fluminense. Seis em cada dez agressões em 2025 aconteceram na própria casa das vítimas. Quase metade dos casos — 47% — é praticada por parceiros, namorados ou ex-companheiros. 29% dos episódios tiveram amigos ou desconhecidos como autores.
Mulher negra é vítima em mais de 70% dos casos; maioria dos episódios faz parte de ciclo recorrente de agressões
Os dados apontam que o problema continua ultrapassando casos isolados e ainda é sistêmico no Rio. 41% das agressões foram sofridas por mulheres que já haviam sido vítimas de violência outras vezes antes do registro.
Além disso, o acumulado de casos de violência também revela um recorte racial nos casos. Mulheres negras representam cerca de 72% das vítimas em registros feitos no Rio no ano passado. As vítimas eram brancas em 27% dos casos.
Geograficamente, embora todas as áreas de planejamento (APs) da cidade apresentem registros, as zonas Norte e Oeste concentram o maior volume de casos. Em todo o território, a maior parte das vítimas tinha entre 20 e 39 anos. Mesmo assim, há registro de casos com crianças, adolescentes e idosas em diferentes regiões do Rio.
Nos piores casos, os casos de violência têm desfecho fatal. O número de feminicídios no Rio quase triplicou entre 2020 e 2024, aumentando de 18 para 51 registros, em média, por ano.
Em caso de violência e situações de perigo, o serviço de atendimento por meio do telefone 180 está disponível para denúncias. No Rio, mulheres vítimas também podem procurar ajuda presencialmente ou por telefone no Centro Especializado de Atendimento à Mulher (CEAM) Chiquinha Gonzaga. O espaço funciona de segunda a sexta, das 08h às 17h, na Rua Benedito Hipólito, 125, Centro. O atendimento por telefone acontece por meio dos números (21) 2517-2726 e (21) 98555-2151.
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https://temporealrj.com/cada-36-minutos-mulher-violencia-rio/



