Profissional morto em incêndio no Shopping Tijuca era chefe de segurança, não brigadista, diz Polícia Civil

A Polícia Civil descobriu que Anderson Aguiar do Prado, profissional morto em incêndio no Shopping Tijuca, no último sábado, era chefe de segurança e não brigadista, como havia sido informado. Diante disso, a investigação busca entender por que a vítima


A Polícia Civil descobriu que Anderson Aguiar do Prado, profissional morto em incêndio no Shopping Tijuca, no último sábado, era chefe de segurança e não brigadista, como havia sido informado. Diante disso, a investigação busca entender por que a vítima atuou no combate às chamas.

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— Estamos apurando se ele agiu por instinto de ajudar ou se fazia parte do protocolo do shopping a atuação do segurança também como brigadista — afirma a Maíra Rodrigues, delegada adjunta da 19ª DP (Tijuca) e responsável pelas investigações do caso.

O incêndio matou também a brigadista Emellyn Silva Aguiar Menezes e deixou três pessoas feridas.

Corpo da brigadista Emellyn Silva Aguiar Menezes foi enterrado no último domingo — Foto: Alexandre Cassiano/04-01-2026

— Outra questão em apuração é sobre as licenças da loja Bell’Art, onde o fogo começou. Em depoimento, o dono disse que tem todas as autorizações para funcionar. Mas, informalmente, os bombeiros disseram que não é verdade. Vamos oficiar o Corpo de Bombeiros para obter esses detalhes de maneira formal — disse Maíra Rodrigues.

Fase preliminar da perícia

Na tarde desta terça–feira, a Polícia Civil concluiu a fase preliminar da perícia para apurar as causas do incêndio no Shopping Tijuca que deixou duas pessoas mortas na última sexta-feira. A equipe de peritos conseguiu confirmar que o fogo começou na loja de decoração Bell’Art, no subsolo do centro comercial, mas ainda precisa aprofundar as investigações a fim de determinar se a pane começou num aparelho de ar-condicionado, hipótese apontada como a causa até o momento.

As investigações são conduzidas pela 19ª DP (Tijuca). Peritos e a delegada adjunta Maíra Rodrigues, uma das responsáveis pela apuração, permaneceram cerca de uma hora dentro do shopping, entre 15h30 e 16h30.

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Nesta primeira análise, os peritos reconheceram o território e interditaram as áreas que devem permanecer preservadas para a investigação. Os locais delimitados foram a Bell’Art, seu entorno e a região do 1º piso imediatamente acima da loja, incluindo mais de dez unidades.

— Além das áreas de interdição da Defesa Civil, tem as áreas de interdição da perícia. Como o local ainda não está totalmente estabilizado, há a necessidade de uma intervenção estrutural para que os peritos possam entrar com segurança e atuar de forma mais minuciosa no local. A obra deve ser precedida de um projeto de estabilização, a ser feito por uma empresa de engenharia, cujo representante esteve presente na visita de hoje, e aprovado pela prefeitura e pela Polícia Civil, mas ainda não tem uma previsão de quando essa fase do projeto e da obra estarão concluídas — explica a delegada. — Não será uma perícia simples. O corpo de peritos contará com ao menos cinco peritos profissionais.

A delegada contou que o local do incêndio ainda apresenta condições bem hostis:

— Encontramos uma dificuldade para acessar a loja, onde os peritos constataram que a temperatura próximo ainda é muito alta, chegando a 70ºC. O calor estava muito intenso. Toda a região da loja e ao redor está muito destruída e ainda com presença de fumaça e fuligem. Com certeza, ali tinha muito material que contribuiu para a combustão.

Os depoimentos que seriam colhidos na 19ª DP foram adiados e ainda não têm nova data para serem realizados. Nesta terça-feira, Maíra Rodrigues planejava ouvir a representante dos brigadistas e a superintendente do shopping. De acordo com a delegada, porém, elas alegaram que não tiveram acesso aos autos.

Outro que seria ouvido nesta terça é o brigadista sobrevivente internado no Hospital Norte D’or, mas a oitiva foi transferida para esta quarta-feira.



Conteúdo Original

2026-01-07 04:01:00

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