O cantor de funk e trap rapper Oruam pode ser preso a qualquer momento nesta terça-feira (3/2). A decisão aconteceu depois que o Superior Tribunal de Justiça (STJ) revogou a liminar do habeas corpus que mantinha o cantor em liberdade. O motivo foi o descumprimento das medidas determinadas pela Justiça, entre elas o uso da tornozeleira eletrônica, dificultando o monitoramento judicial.
Com a decisão, a polícia saiu para cumprir o mandado. Segundo o delegado titular da 16ª Delegacia de Polícia Civil, Neilson dos Santos Nogueira, em declaração a este colunista do Metrópoles, o cantor não foi encontrado em casa.
“Diligenciamos na residência dele, mas ele não foi localizado. O mandado de prisão segue pendente de cumprimento”, informou.
Segundo apurado pela coluna, caso Oruam seja localizado e preso, ele será encaminhado para a Cidade da Polícia, no bairro do Jacaré, na Zona Norte do Rio de Janeiro, onde deverá cumprir os procedimentos antes de eventual apresentação à Justiça. O cantor havia informado, no dia 20 de janeiro, que estava em um endereço na Freguesia, em Jacarepaguá, em um condomínio.
Entenda o pedido de prisão
A Justiça do Rio de Janeiro decretou, nesta terça-feira (3/2), novamente a prisão do cantor de funk e trap Oruam, nome artístico de Mauro Davi dos Santos Nepomuceno. A decisão foi assinada pela juíza Tula Corrêa de Mello, da 3ª Vara Criminal, após o descumprimento das medidas cautelares impostas anteriormente ao artista.
O mandado de prisão preventiva foi expedido pelo Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro (TJRJ). No documento, ao qual esta coluna teve acesso, a magistrada afirma: “Retomando os fundamentos já expostos na decisão do descumprimento das Medidas Cautelares, decreto a prisão preventiva do acusado Mauro Davi dos Santos Nepomuceno. Expeça-se Mandado de Prisão com o mesmo prazo de validade do anteriormente revogado”.
Prisão de Oruam
Oruam foi preso em julho de 2025 após ser indiciado por sete crimes, sendo eles: tráfico de drogas, associação ao tráfico de drogas, resistência, desacato, dano, ameaça e lesão corporal. Posteriomente, o rapper chegou a ser denunciado por tentativa de homicídio contra policiais.
Em setembro, uma decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ) revogou liminarmente a prisão do rapper, substituindo o cárcere por medidas cautelares, como comparecimento periódico em juízo, recolhimento domiciliar noturno e uso de tornozeleira eletrônica.
Após deixar a prisão, Oruam passou a cumprir o recolhimento noturno. No entanto, o equipamento de monitoramento eletrônico apresentou falhas justamente em períodos em que, por determinação judicial, o artista deveria estar em sua residência.



