polícia não tem acesso a imagens de câmeras de segurança do bar do momento do incêndio

As investigações para entender como aconteceu o incêndio no Le Constellation, na estação de esqui de Crans-Montana, Suíça, na noite de réveillon continuam. As imagens do circuito interno de segurança poderiam ajudar a elucidar pontos-chave. No entanto, as gravações não


As investigações para entender como aconteceu o incêndio no Le Constellation, na estação de esqui de Crans-Montana, Suíça, na noite de réveillon continuam. As imagens do circuito interno de segurança poderiam ajudar a elucidar pontos-chave. No entanto, as gravações não estão disponíveis. Isso porque, segundo um dos proprietários, o sistema teria “caído” três minutos antes do fogo começar. O incidente deixou 40 mortos e 116 feridos.

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Jaques Moretti, que está sob investigação por homicídio culposo e danos corporais negligentes, já tinha falado em seu primeiro depoimento, ainda no dia 1º, horas depois da tragédia, que “naquele momento, o sistema falhou. Não posso resetar”, de acordo com o jornal alemão Bild.

Nesta segunda-feira, este periódico divulgou que os detetives responsáveis pelo caso têm acesso às imagens até 1h23 do dia 1º, três minutos antes do início do incêndio.

Em seu depoimento, Jaques Moretti mostrou aos investigadores capturas de tela das últimas gravações, com 11 ângulos de câmera que mostravam, entre outros ambientes, o espaço do DJ, o bar e a área com sofás. O estabelecimento, que funcionava no subsolo, numa espécie de porão, aparece praticamente vazio, e sem indício da catástrofe.

Outro ponto que chamou a atenção foi a exclusão de fotos e vídeos do bar nas redes sociais horas após a tragédia, o que levou à suspeita de que os proprietários estariam tentando apagar provas.

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Os proprietários do bar, Jacques Moretti e Jessica Moretti, respondem na Justiça por acusações que incluem homicídio culposo por negligência. Recentemente, em entrevista à emissora suíça SRF, os advogados do casal negaram que eles próprios tenham deletado os perfis: “As redes sociais nunca foram excluídas. O acesso foi bloqueado para que a investigação pudesse ser conduzida com tranquilidade sob a supervisão do judiciário”, afirmou Nicola Maier, advogada de defesa.

As investigações buscam confirmar se as chamas provenientes das velas de faísca que eram presas a garrafas de champagne, numa ação de divulgação, começaram o incêndio. Uma das linhas da polícia é de que as velas teriam encostado no teto do bar, que era revestido com uma espuma de isolamento acústico. O material inflamável teria propagado as chamas rapidamente.

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No curso das investigações, autoridades locais admitiram que o estabelecimento havia passado por uma inspeção de segurança contra incêndio pela última vez em 2019. As inspeções devem ser, obrigatoriamente, realizadas anualmente.



Conteúdo Original

2026-01-19 10:21:00

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