Polícia de SP confirma que corpo encontrado em sítio é de PM desaparecido após discussão

A Secretaria de Segurança Pública de São Paulo (SSP-SP) confirmou que o corpo encontrado na manhã deste domingo, em um sítio no município de Embu-Guaçu, é do policial militar Fabrício Gomes de Santana, de 40 anos, que estava desaparecido desde


A Secretaria de Segurança Pública de São Paulo (SSP-SP) confirmou que o corpo encontrado na manhã deste domingo, em um sítio no município de Embu-Guaçu, é do policial militar Fabrício Gomes de Santana, de 40 anos, que estava desaparecido desde a última quarta-feira. O velório e o enterro do cabo serão nesta segunda-feira, no Cemitério Cerejeiras, localizado na capital paulista. O caseiro da propriedade rural foi preso temporariamente, e outros três suspeitos permanecem detidos.

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“A Secretaria de Segurança Pública lamenta a morte do agente e ressalta que a polícia segue com as investigações para identificar e responsabilizar todos os envolvidos”, informou a pasta.

No domingo, a área onde o corpo foi encontrado passou por perícia e o corpo foi encaminhado ao ao Instituto Médico Legal para identificação. A confirmação foi feita após exames de impressão digital, informou a SSP-SP.

O agente desapareceu após visitar familiares do Jardim Horizonte Azul, comunidade, na Zona Sul da capital paulista. O caso ganhou contornos mais graves após o carro do PM ser encontrado totalmente carbonizado nesta quinta-feira (8), no município vizinho de Itapecerica da Serra.

Santana teria contado ao irmão que se envolveu em uma discussão com um suposto traficante, e que iria até uma adega para conversar com o homem. Depois de se despedir da família, ele não foi mais visto.

Carro do PM foi encontrado carbonizado — Foto: Divulgação/PM

Veja a principal linha de investigação

Em entrevista coletiva na tarde deste domingo (11), investigadores que participaram das buscas pelo corpo do PM contaram que a principal linha de investigação aponta que, no dia anterior ao desaparecimento, o cabo participou de uma confraternização junto aos amigos em uma localidade próxima à casa do filho. Durante o encontro, ele teria se desentendido com um homem que também estava no local e tentava usar um pino de cocaína na sua frente, de acordo com o delegado Vitor Santos de Jesus, da Delegacia de Itapecerica da Serra, responsável pela investigação.

O homem se desculpou inicialmente e deixou o local de moto, mas, em seguida, teria buscado lideranças do tráfico da região para denunciar o caso e a presença do PM no encontro. Segundo o delegado, o amigo do PM, que o havia convidado para a confraternização, recebeu uma ligação do grupo criminoso e foi convocado para prestar explicações. No dia seguinte, ele chegou ao ponto de encontro acompanhado de Fabrício. No local, ele foi desarmado e levado para o lugar em que foi julgado pelos criminosos e condenado à morte pelo fato de ser policial, segundo a investigação.

— Chegando ao local, ele foi desarmado pelos membros da criminalidade, arrebatado e levado para um outro lugar, que estamos investigando, mas ainda não existe um fator determinante para dizermos que foi num local “X”. Nesse lugar, teria ocorrido um julgamento sumário e o policial teria sido condenado à morte pelo simples fato de ser policial e por estar no local errado e na hora errada. Ele não poderia estar naquela região por ser um reduto do crime, vamos dizer assim — relatou o delegado.

Antes da localização do corpo, a investigação já havia resultado na prisão de três suspeitos, sendo um deles o usuário de drogas que teria discutido com o Fabrício, o amigo do PM e um terceiro homem suspeito de ter escoltado o carro do cabo para ser queimado. Investigadores também apreenderam um segundo carro, onde foram detectados galões com resquícios de combustível. A Polícia Civil trabalha agora para cruzar as evidências encontradas no sítio com os depoimentos dos detidos e confirmar a dinâmica do crime.

Neste domingo, o caseiro do sítio onde o corpo foi encontrado, após uma denúncia anônima, também foi detido. A confirmação da identificação da pessoa encontrada morta ainda depende de perícia. A polícia suspeita que ao menos outras quatro pessoas tenham envolvimento com o crime.



Conteúdo Original

2026-01-12 08:03:00

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