polícia confirma sexta vítima, e MP anuncia que ampliará investigação para toda a rede de academias

A Polícia Civil de São Paulo declarou nesta terça-feira que o número de pessoas que foram intoxicadas em uma piscina da academia C4 Gym, na unidade Parque São Lucas, na Zona Leste paulista, subiu para seis. Uma delas morreu. Também


A Polícia Civil de São Paulo declarou nesta terça-feira que o número de pessoas que foram intoxicadas em uma piscina da academia C4 Gym, na unidade Parque São Lucas, na Zona Leste paulista, subiu para seis. Uma delas morreu. Também nesta tarde, o Ministério Público de São Paulo instaurou um inquérito civil para investigar irregularidades nas outras filiais da rede.

  • Veja vídeo: Produtos químicos eram manipulados minutos antes de morte em piscina de academia
  • Investigação: Sem curso técnico, manobrista recebia instruções pelo WhatsApp para manipular químicos da piscina onde professora morreu

A academia permanece interditada, enquanto as investigações seguem em andamento. Uma das linhas de apuração considera a possibilidade de uma mudança recente nos produtos utilizados na piscina, que seriam mais concentrados e de menor custo.

O delegado ressaltou que a combinação de cloros de marcas diferentes é considerada inadequada e pode gerar reações químicas perigosas. Ainda não há um laudo conclusivo sobre a causa da morte de Juliana Faustino Bassetto, de 27 anos, . O exame de necropsia está em andamento, e a perícia deverá indicar o tipo, a concentração e a qualidade dos produtos utilizados.

Juliana e o marido, Vinícius de Oliveira, de 31, começaram a sentir mal-estar logo após sair da aula de natação na C4 Gym de Parque São Lucas. Os dois foram para o Hospital Santa Helena, em Santo André. A mulher sofreu uma parada cardíaca e não resistiu, enquanto o viúvo segue internado. Ele e um adolescente de 14 anos, que também estava na piscina, estão em estado grave.

Câmera de segurança registrou momento em que a professora passa mal após sair da piscina

Em resposta ao ocorrido no último sábado, o promotor Marcus Vinicius Monteiro dos Santos notificou a empresa responsável para apresentação da relação completa das unidades em funcionamento no município de São Paulo, com endereços e identificação dos franqueados, além do envio de contratos de franquia e esclarecimentos sobre eventuais irregularidades.

Também foram expedidos ofícios à Secretaria Municipal de Governo, à Vigilância Sanitária e ao Corpo de Bombeiros,para a realização de vistorias em todas as academias da rede na capital. O Ministério Público exige a apresentação de relatórios, comprovação de licenças, informações sobre Auto de Vistoria do Corpo de Bombeiros (AVCB) expedidos e eventual adoção de medidas administrativas, inclusive interdições, em caso de risco.



Com informações da fonte
https://oglobo.globo.com/brasil/noticia/2026/02/10/morte-em-piscina-policia-confirma-sexta-vitima-e-mp-anuncia-que-ampliara-investigacao-para-toda-a-rede-de-academias.ghtml

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