A Polícia Civil adiou os depoimentos sobre o incêndio no Shopping Tijuca que seriam colhidos na 19ª DP nesta terça-feira. Seriam ouvidas a representante dos brigadistas e a superintendente do centro comercial. De acordo com a delegada-adjunta Maíra Rodrigues, responsável pelas investigações do caso, porém, elas alegaram que não tiveram acesso aos autos.
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O brigadista sobrevivente, que está internado no Hospital Norte D’or, em Cascadura, também seria ouvido nesta terça, mas a visita da delegada à unidade para a oitiva deve acontecer nesta quarta-feira.
Perícia em fase preliminar
Na tarde desta terça-feira, a Polícia Civil iniciou a fase preliminar da perícia para apurar as causas do incêndio no Shopping Tijuca, que deixou duas pessoas mortas na última sexta-feira. A equipe de peritos conseguiu confirmar que o fogo começou na loja de decoração Bell’Art, no subsolo do centro comercial, mas ainda precisa aprofundar as investigações para determinar se o foco começou no ar-condicionado, apontado, até o momento, como a causa do incêndio.
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Participam das investigações peritos e a delegada adjunta Maíra Rodrigues, da 19ªDP (Tijuca). A equipe permaneceu cerca de uma hora dentro do shopping nesta terça-feira, de 15h30 a 16h30.
— Além das áreas de interdição da Defesa Civil, tem as áreas de interdição da perícia. Como o local ainda não está totalmente estabilizado, há a necessidade de uma intervenção estrutural para que os peritos possam entrar com segurança e atuar de forma mais minuciosa no local. A obra deve ser precedida de um projeto de estabilização, a ser feito por uma empresa de engenharia, cujo representante esteve presente na visita de hoje, e aprovado pela Prefeitura e pela Polícia Civil, mas ainda não tem uma previsão de quando essa fase do projeto e da obra estará concluída — explica a delegada. — Não será uma perícia simples. O corpo de peritos contará com ao menos cinco peritos profissionais.
Nesta primeira análise, os peritos reconheceram o território e interditaram as áreas que devem permanecer preservadas para a investigação. Os locais delimitados foram a Bell’Art, seu entorno e a região do 1º piso imediatamente acima da loja, incluindo mais de dez unidades.
A delegada contou que o local do incêndio ainda apresenta condições bem hostis:
— Encontramos uma dificuldade para acessar a loja, onde os peritos constataram que a temperatura próximo ainda é muito alta, chegando a 70ºC. O calor estava muito intenso. Toda a região da loja e ao redor está muito destruída e ainda com presença de fumaça e fuligem. Com certeza, ali tinha muito material que contribuiu para a combustão — disse.
Outros pontos da investigação
A delegada afirma ainda que a investigação conseguiu descobrir que Anderson Aguiar do Prado, um dos mortos no incêndio, não era brigadista, como havia sido divulgado, mas chefe da segurança. Diante disso, a investigação quer esclarecer se o profissional agiu por instinto de ajudar ou se foi obrigado a atuar.
— Outra questão em apuração é sobre as licenças da loja Bell’Art. Em depoimento, o dono disse que tem todas as autorizações para funcionar. Mas, informalmente, os bombeiros disseram que não é verdade. Vamos oficiar o Corpo de Bombeiros para obter esses detalhes de maneira formal — disse Maíra Rodrigues.
O incêndio matou também a brigadista Emellyn Silva Aguiar Menezes e deixou três pessoas feridas.
2026-01-07 04:30:00



