Justiça marca júri dos três PMs acusados de participar do assassinato de Gritzbach

A Justiça de São Paulo marcou o julgamento dos três policiais militares acusados de participar do assassinato de Antonio Vinicius Lopes Gritzbach, delator do PCC morto no Aeroporto Internacional de Guarulhos, na Grande São Paulo, em novembro de 2024. O


A Justiça de São Paulo marcou o julgamento dos três policiais militares acusados de participar do assassinato de Antonio Vinicius Lopes Gritzbach, delator do PCC morto no Aeroporto Internacional de Guarulhos, na Grande São Paulo, em novembro de 2024. O trio irá a júri popular entre 22 e 26 de junho, no Fórum Criminal de Guarulhos.

O cabo Denis Antônio Martins e o Ruan Silva Rodrigues são suspeitos de efetuar os disparos de fuzil contra o alvo, enquanto o tenente Fernando Genauro da Silva teria dirigido o carro usado na fuga.

O processo tramita sob segredo de justiça. À Agência Brasil, o advogado dos três policiais, Claudio Dalledone Júnior, afirmou que a defesa atendeu à determinação do juiz para indicar as testemunhas a serem ouvidas no júri.

O Ministério Público denunciou, em maio passado, 18 agentes por envolvimento no caso Gritzbach — quinze deles por atuarem na segurança privada do delator do PCC e os três PMs, por ligação direta com a morte.

Gritzbach foi executado a tiros no Aeroporto Internacional de Guarulhos após anos sob ameaça da facção. Conhecido por acumular patrimônio no setor imobiliário e em investimentos, também chegou a atuar no mercado de criptomoedas, área em que a polícia apura um suposto desvio de R$ 100 milhões que teria gerado atrito com o PCC.

Natural de São Paulo, ele iniciou a carreira como corretor e ascendeu profissionalmente na Porte Engenharia, construtora responsável por empreendimentos emblemáticos da capital, como o Platina 220. Em seis anos, passou de vendedor a gerente comercial, recebendo salários elevados e participação em negócios.

Posteriormente, abriu a SP Investimentos e Empreendimentos, registrada com capital de R$ 4 milhões, e outras empresas ligadas ao setor imobiliário. Também diversificou seus negócios, adquirindo participação em postos de combustível e em diferentes sociedades empresariais.

Além da disputa milionária envolvendo criptomoedas, Gritzbach também foi responsabilizado pela facção pela morte de um integrante conhecido como “Cara Preta”, em 2021. A acusação levou o empresário ao chamado “tribunal do crime”.

Dois anos mais tarde, ele rompeu de vez com o PCC ao firmar colaboração com as autoridades. Na delação, citou dirigentes de empresas ligadas ao futebol como aliados da facção.



Com informações da fonte
https://oglobo.globo.com/brasil/noticia/2026/02/21/delator-do-pcc-justica-marca-juri-de-tres-pms-acusados-de-participar-do-assassinato-de-gritzbach.ghtml

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