Informações foram divulgadas pela Polícia Civil nesta quinta-feira (8) Divulgação
Segundo as investigações, os roubos tiveram como objetivo principal espalhar pânico e servir como forma de retaliação a ações de segurança pública. A apuração identificou que as ordens partiram de lideranças da facção instaladas em complexos como Penha, Chapadão e Salgueiro, além de comunidades de São Gonçalo e Duque de Caxias.
O levantamento feito pela Polícia Civil revelou que parte significativa dos veículos roubados foi abandonada pouco tempo depois e recuperada em áreas sob controle da própria facção, o que reforça a conclusão de que os crimes funcionaram como uma demonstração de força e intimidação, e não como fonte de lucro. Os roubos foram executados por criminosos ligados a essas comunidades, seguindo determinações diretas das lideranças locais.
O inquérito resultou na individualização das condutas e no indiciamento de chefes e operadores responsáveis por planejar e coordenar os ataques.
Foram indiciados:
– Edgard Alves de Andrade, o ‘Doca’, apontado como líder no Complexo da Penha
– Carlos da Costa Neves, o ‘Gardenal’, identificado como seu principal auxiliar
– Luiz Fernando Nascimento Ferreira, o ‘Nando Bacalhau’, líder no Complexo do Chapadão
– Alexsandro Miranda da Silva, o ‘Dando’, seu braço direito
– Antônio Ilário Ferreira, o ‘Rabicó’, do Complexo do Salgueiro, em São Gonçalo
– Hilário Gabriel dos Santos Rangel, o ‘Biel do Feijão’, da Comunidade do Feijão
– Jonatha Hyrval Cassiano da Silva, o ‘Bochecha Rosa’, da Comunidade Corte 8
– Joab da Conceição Silva, da Comunidade Rua Sete, ambas em Duque de Caxias
Os crimes estariam ligados a disputas internas e ao impacto de ações que atingiram recursos financeiros da facção, utilizados para manutenção de integrantes e apoio a familiares de presos. As investigações seguem em andamento.
2026-01-08 21:09:00



