Em meio às articulações para 2026, o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), declarou apoio à proposta de emenda constitucional apresentada pelo senador Flávio Bolsonaro (PL), que extingue a possibilidade de reeleição no país. A fala, feita nesta terça-feira (7) em Franco da Rocha, durante a entrega de um piscinão, adiciona combustível ao debate sobre o futuro da política nacional.
“A gente tem que se questionar em que medida a reeleição está ajudando ou não o país. Hoje acho que a reeleição está fazendo mal para o Brasil”, afirmou Tarcísio, em tom crítico.
A PEC, protocolada no mês passado, prevê que o presidente da República fique inelegível para o mandato subsequente, retomando o modelo anterior à emenda de 1997. Flávio Bolsonaro justifica que o atual sistema cria um “estado permanente de eleição”, em que governantes subordinam decisões administrativas à lógica eleitoral, enfraquecendo a alternância de poder.
Nos bastidores, a proposta é interpretada como um gesto político do senador em direção ao governador paulista e ao centrão, mirando apoio para sua pré-candidatura presidencial. A defesa do mandato único já vem sendo usada como argumento em conversas iniciais com outras siglas, numa tentativa do PL de ampliar alianças além do núcleo bolsonarista.
Senado em disputa
Durante o mesmo evento, Tarcísio também comentou sobre a segunda vaga ao Senado por São Paulo, ainda indefinida. O primeiro posto será ocupado pelo ex-secretário Guilherme Derrite (PP). A segunda cadeira, segundo o governador, “cabe ao PL” e será discutida com o próprio ex-presidente Jair Bolsonaro e seu filho Eduardo.
Enquanto isso, a esquerda enfrenta impasses: Márcio França anunciou chapa com Rubens Furlan como suplente, mas ainda não há definição se será candidato pelo grupo de Fernando Haddad (PT). Pesquisas recentes do Datafolha mostram nomes como Simone Tebet, França e Marina Silva à frente de candidatos da direita, como Derrite e Ricardo Salles.
Esse embate sobre a reeleição e a disputa pelo Senado paulista expõe o tabuleiro político em plena movimentação, com alianças sendo costuradas e discursos calibrados para 2026.



