Suzane Richthofen é nomeada inventariante da herança do tio, avaliada em R$ 5 milhões

Suzane von Richthofen, condenada por mandar matar os próprios pais, foi nomeada pela Justiça como gestora da herança do tio morto, avaliada em R$ 5 milhões (Reprodução) Condenada pelo assassinato dos próprios pais em 2002, Suzane von Richthofen voltou ao



Suzane von Richthofen, condenada por mandar matar os próprios pais, foi nomeada pela Justiça como gestora da herança do tio morto, avaliada em R$ 5 milhões (Reprodução)

Condenada pelo assassinato dos próprios pais em 2002, Suzane von Richthofen voltou ao centro do noticiário após decisão da Justiça paulista que a nomeou inventariante da herança do tio, o médico Miguel Abdalla Netto, morto em janeiro deste ano. O patrimônio deixado por ele é estimado em cerca de R$ 5 milhões, incluindo imóveis, veículo e outros bens.

A decisão foi proferida pela juíza Vanessa Vaitekunas Zapater, da 1ª Vara da Família e Sucessões de São Paulo. No despacho, a magistrada afirmou que o histórico criminal de Suzane não possui relevância jurídica no processo de inventário, uma vez que a legislação civil não prevê impedimento automático para que herdeiros com condenações criminais administrem bens de parentes que não foram vítimas diretas de seus crimes.

Pela regra sucessória, a herança do médico deve ser dividida entre os sobrinhos vivos, Suzane e o irmão Andreas von Richthofen. A nomeação de Suzane como inventariante ocorreu em meio à disputa com Carmem Magnani, prima do médico, que tenta comprovar união estável com o falecido para ter direito ao espólio. A alegação ainda está sob análise judicial.

O caso ganhou novos contornos após denúncias de que Suzane teria retirado bens da residência do tio sem autorização judicial, incluindo um carro e objetos domésticos. A Polícia Civil apura os fatos, que podem configurar furto, dependendo do avanço das investigações.

A situação chama atenção pelo histórico familiar. Em 2015, a Justiça declarou Suzane indigna de receber a herança dos próprios pais, Manfred e Marísia von Richthofen, assassinados a mando dela com a participação dos irmãos Cravinhos. Na ocasião, o patrimônio, estimado em cerca de R$ 10 milhões, foi integralmente transferido ao irmão Andreas. À época, o próprio tio Miguel Abdalla Netto havia recorrido à Justiça para impedir qualquer benefício patrimonial à sobrinha.

Suzane cumpriu parte da pena de 39 anos de prisão e deixou o sistema prisional em 2023. Desde então, mudou de nome, casou-se e passou a atuar no comércio eletrônico. Em 2026, retorna ao noticiário como administradora judicial de um espólio milionário.

A repercussão do caso reacendeu o debate no Congresso Nacional. O deputado federal Fernando Marangoni (União Brasil-SP) apresentou projeto de lei que propõe alterações no Código Civil para impedir que pessoas condenadas por crimes dolosos contra familiares até o terceiro grau tenham acesso à herança. A proposta ainda aguarda tramitação.

Enquanto isso, Suzane Richthofen permanece oficialmente responsável pela administração dos bens do tio, devendo prestar contas à Justiça durante o andamento do inventário.



Com informações da fonte
https://www.a3noticias.com.br/suzane-richthofen-e-nomeada-inventariante-da-heranca-do-tio-avaliada-em-r-5-milhoes/

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