‘Um dos maiores nomes de nossa literatura’: Políticos e artistas lamentam morte de Luis Fernando Verissimo

Escritor morreu neste sábado (30) em Porto Alegre, devido a complicações decorrentes de uma pneumonia, de acordo com o Hospital Moinhos de Vento AMANDA PEROBELLI/ESTADÃO CONTEÚDO Brasil perdeu neste sábado (30) um de seus maiores escritores e cronistas: Luis Fernando


Escritor morreu neste sábado (30) em Porto Alegre, devido a complicações decorrentes de uma pneumonia, de acordo com o Hospital Moinhos de Vento

AMANDA PEROBELLI/ESTADÃO CONTEÚDO
Brasil perdeu neste sábado (30) um de seus maiores escritores e cronistas: Luis Fernando Verissimo

O Brasil perdeu neste sábado (30) um de seus maiores escritores e cronistas: Luis Fernando Verissimo, que morreu aos 88 anos. Autor de mais de 80 livros, entre romances, crônicas, contos e obras de humor gráfico, Verissimo marcou gerações com sua escrita leve, irônica e ao mesmo tempo profunda, sendo referência na literatura, no jornalismo e na cultura nacional. A morte do escritor gerou grande comoção em diferentes esferas da sociedade.

Lula

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva destacou o impacto de Verissimo na literatura e no jornalismo, lembrando-o como “um dos maiores nomes de nossa literatura e nosso jornalismo”. Lula ressaltou a capacidade do escritor de usar a ironia como ferramenta contra a ditadura e o autoritarismo, além de defender a democracia. “Eu e Janja deixamos o nosso carinho e solidariedade à viúva Lúcia Veríssimo – e a todos os seus familiares”, declarou.

Governador Cláudio Castro

O governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro, classificou Verissimo como uma referência essencial da cultura brasileira. “Seu olhar sobre a sociedade, a sensibilidade única de tratar com humor e inteligência os mais diversos temas e a paixão pelas palavras são legados que permanecerão vivos em nossos corações”, disse.

Ministério da Cultura

O Ministério da Cultura lamentou a perda e exaltou a relevância da obra do escritor, que atravessou diferentes gerações. Em nota, o Ministério ressaltou que Verissimo foi um dos autores mais lidos do país, com presença marcante na imprensa nacional, onde comentava política, cultura e cotidiano com sagacidade. “Sua escrita acessível, refinada e divertida fez de Verissimo um dos maiores cronistas da história da literatura nacional”, afirmou a pasta.

 

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Walcyr Carrasco

O escritor e dramaturgo Walcyr Carrasco destacou a genialidade de Verissimo em retratar a vida comum. “Foi o cronista da vida simples, das emoções humanas mais verdadeiras, do cotidiano que só ele sabia transformar em obra. Um gigante que fez da simplicidade a sua genialidade”, escreveu.

 

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Gilmar Mendes

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes, também se pronunciou, lembrando a herança literária do autor e seus personagens inesquecíveis. “Publicou mais de 60 livros e construiu uma obra marcada pela originalidade, pelo humor e pela crítica social e política. Jamais nos esqueceremos do Analista de Bagé, Ed Mort e a Velhinha de Taubaté”, afirmou.





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