O personagem Vilmar, que levou Kaiony a ganhar projeção nacional, ajuda a explicar a força de comunicação do filme. “São personagens ricos, cheios de histórias, que todo mundo se identifica. Eu não preciso ser de Recife para me identificar”, afirma. “Em cada país você vai encontrar um Gilmar, uma dona Tânia.”
A participação do ator no longa quase não aconteceu. Em 2024, a produção pediu que atores enviassem vídeos para o processo de seleção. “Esqueci de enviar”, conta. Dias depois, recebeu um e-mail da assistente de elenco insistindo no teste. Kaiony acabou realizando a audição três vezes até ser confirmado no papel.
Ele também lembra do clima informal de um dos encontros com a equipe. “O Kleber chegou de bicicleta para fazer o teste”, diz. Já durante as filmagens, a recepção de profissionais estrangeiros chamou sua atenção: “Dava uma satisfação olhar para o lado e ver o gringo rindo”.
Para Kaiony, o filme reforça a necessidade de ampliar os caminhos do audiovisual brasileiro. “O país tem que trabalhar com outras vertentes”, afirma.
Com O Agente Secreto, o ator vê sua carreira ganhar novo fôlego e se coloca como parte de uma geração que defende o reconhecimento internacional não como objetivo isolado, mas como resultado de planejamento e investimento contínuo.
Enquadrado
2026-01-22 13:30:00



