‘O Agente Secreto’ começa bem a temporada de premiações nos EUA

Houve um remendo quando Kleber, ao lado de Wagner Moura, subiu ao palco para apresentar o prêmio principal da noite, o de melhor filme, mas pareceu desorganização e falta de tato por parte da organização da festa. No geral, a


Houve um remendo quando Kleber, ao lado de Wagner Moura, subiu ao palco para apresentar o prêmio principal da noite, o de melhor filme, mas pareceu desorganização e falta de tato por parte da organização da festa. No geral, a cerimônia do Critic’s Choice alternou a consolidação de nomes que não devem sair do palco até a noite do Oscar com algumas surpresas genuínas que podem jogar água no chope de quem tinha algumas apostas como consolidadas.

O grande vencedor da noite, ao menos em termos de importância, foi “Uma Batalha Após a Outra”. O thriller revolucionário ancorado por Leonardo DiCaprio foi escolhido melhor filme, garfando também outros dois prêmios: direção e roteiro adaptado, ambos assinados por Paul Thomas Anderson. Os discursos de agradecimento foram breves e estranhamente apolíticos, mas talvez a turma esteja guardando suas opiniões sobre o estado das coisas para um palco televisivo maior.

Quando voltamos a atenção para volume, “Pecadores” e “Frankenstein” empataram com quatro troféus cada. O filme com Michael B. Jordan foi reconhecido pelo roteiro original assinado pelo diretor Ryan Coogler, além de prêmios por seu elenco, trilha sonora e um troféu para o ator Miles Caton como revelação. Já a obra de Guillermo Del Toro foi lembrada por sua direção de arte, figurino e maquiagem, o que deve se repetir no Oscar.

O quarto prêmio para “Frankenstein”, contudo, pegou até seu recipiente de surpresa: Jacob Elordi, escolhido como melhor ator coadjuvante por seu papel como a criatura trágica da história, subiu ao palco claramente aturdido, sem nenhum discurso pronto. Ele bateu favoritos como Sean Penn e Benicio Del Toro (ambos indicados por “Uma Batalha Após a Outra”) e bagunçou as apostas para o prêmio da Academia.

O mesmo pode ser dito sobre a categoria de melhor atriz coadjuvante, em que Amy Madigan foi premiada como a Tia Gladys do terror “A Hora do Mal”, deixando nomes mais festejados, como Elle Fanning (“Valor Sentimental”) e Teyana Taylor (“Uma Batalha Após a Outra”) a ver navios. Ariana Grande, incensada por sua considerável legião de fãs, voltou para casa da mesma forma que o intragável “Wicked Parte 2”: ignorada. Já na categoria principal, Jessie Buckley segue para o Oscar confortável como atriz favorita por seu trabalho em “Hamnet”.

As próximas semanas, quando outras premiações forem consolidadas, teremos um quadro mais preciso do que esperar para o Oscar. A essa altura indicações para “O Agente Secreto” não só como filme internacional, mas também na categoria principal, parecem certas. Existe uma boa vontade enorme com o thriller de Kleber Mendonça Filho, e este momento parece colocar a obra à frente de seus maiores adversários: “Valor Sentimental” e “Foi Apenas Um Acidente”.



Conteúdo Original

2026-01-05 13:14:00

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