A Globo aprendeu a lição. Se em 2024, a emissora demorou para se deslocar para o Rio Grande do Sul para cobrir in loco toda a devastação causada pelas tempestades que assolavam a região, agora, com o que está acontecendo na Zona da Mata mineira por causa do excesso de chuvas, o canal não perdeu tempo e enviou César Tralli para ancorar o Jornal Nacional direto de Juiz de Fora, uma das cidades mais atingidas pelos temporais.
Vestido de maneira informal e situado em um dos bairros mais destruídos pelas chuvas, Tralli soube conduzir o noticiário com sensibilidade sem perder a objetividade. O jornalista não se preocupou em manter um distanciamento emocional diante do sofrimento que presenciava. Era claro que ele estava abalado com tudo que estava acontecendo. Essa honestidade com os próprios sentimentos, que anos atrás jamais seria permitida, ajuda não só a aproximar o público do jornalista como também dá a dimensão do horror que os mineiros estão vivendo. Num momento como esse, optar por uma postura mais contida pode soar como desumanidade.
Mais do que saber conduzir o Jornal Nacional, Tralli, que construiu a maior parte de sua carreira como repórter nas ruas, brilhou ao fazer uma matéria mostrando os esforços dos bombeiros e voluntários em busca de desaparecidos.
2026-02-27 14:10:00



