PRF que atuava em Campos matou mulher após ela pedir fim do namoro, diz polícia – Manchete RJ – Notícias do Estado do Rio de Janeiro

O policial rodoviário federal Diego Oliveira de Souza, que matou a tiros a namorada Dayse Barbosa, de 37 anos, comandante da Guarda Municipal de Vitória, e se suicidou em seguida, pode ter cometido o crime por não aceitar o fim


O policial rodoviário federal Diego Oliveira de Souza, que matou a tiros a namorada Dayse Barbosa, de 37 anos, comandante da Guarda Municipal de Vitória, e se suicidou em seguida, pode ter cometido o crime por não aceitar o fim do relacionamento. Segundo a titular da Delegacia de Homicídios e Proteção à Mulher, delegada Raffaella Aguiar, as investigações apontam que a guarda tentava romper com o PRF, um homem considerado “possessivo e extremamente controlador.”

Diego já respondia a um Processo Administrativo Disciplinar (PAD) na corporação por importunação sexual. O procedimento investigativo instaurado pela Corregedoria da PRF no Rio de Janeiro em 2025 é resultado de uma denúncia por importunação sexual contra uma ex-agente.

Para a delegada, a violência de gênero sofrida por Dayse diz sobre “quem é o homem”.

“Diz sobre ela não querer mais aquele relacionamento e ele falar: ‘Não, você é minha e agora você vai pagar até mesmo com a sua vida, porque a partir do momento em que eu enxergo que você é meu objeto, você é um instrumento da minha dominação”, disse a delegada.

Apesar da postura violenta do policial, que, segundo o pai de Dayse, Carlos Roberto Teixeira, já havia tentado enforcar a guarda, ela nunca o denunciou ou relatou as agressões aos colegas de trabalho.

“A comandante nunca tinha relatado (casos de violência) para os companheiros dela, lá da Guarda Municipal, bem como não tem nenhum registro junto à Polícia Civil”, contou a delegada.

Para Raffaella Aguiar, o caso mostra que a violência não é motivada por algum comportamento ou característica da vítima, e sim pelo fato de ela ser uma mulher, independentemente de sua posição ou força.

“O caso é tão emblemático, porque ele mostra que não é sobre quem é a vítima, porque ela (Dayse) é uma mulher forte, uma autoridade. […] A violência não começa naquele momento em que houve o primeiro disparo que ceifou a vida dela.”

O crime

Dayse foi morta com cinco tiros na cabeça por volta de 1h desta segunda-feira (23), na casa onde ela morava com o pai e a filha de 8 anos, no bairro Santo Antônio, em Vitória. Depois do crime, Diego foi até a cozinha e tirou a própria vida.

De acordo com o delegado chefe do Departamento Especializado de Homicídio e Proteção à Pessoa (DHPP), Fabrício Dutra, tudo indica que o caso se trate de um feminicídio.

Os celulares dos dois vão ser encaminhados para análise pericial para tentar descobrir a motivação para o crime.

Segundo a Polícia Rodoviária Federal (PRF), Diego trabalhava em Campos dos Goytacazes, no Norte Fluminense, e entrou na corporação em 2020.

*Com informações do G1



Conteúdo Original

2026-03-24 09:15:00

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