Polícia e MPRJ miram esquema que lavou mais de R$ 100 milhões para facções no Rio – Manchete RJ – Notícias do Estado do Rio de Janeiro

A Polícia Civil do RJ e o Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) iniciaram, na manhã desta quarta-feira (15), a Operação Hawala, contra um esquema de lavagem de dinheiro que movimentou pelo menos R$ 100 milhões do tráfico de


A Polícia Civil do RJ e o Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) iniciaram, na manhã desta quarta-feira (15), a Operação Hawala, contra um esquema de lavagem de dinheiro que movimentou pelo menos R$ 100 milhões do tráfico de drogas. Até a última atualização desta reportagem, 10 pessoas haviam sido presas.

“Durante as apurações, os agentes identificaram uma possível conexão com um integrante de uma estrutura de financiamento da organização terrorista Al-Qaeda”, afirmou a Polícia Civil.

Segundo as investigações, o esquema prestava serviços ao Terceiro Comando Puro (TCP) e ocultava recursos ligados ao Comando Vermelho (CV) e ao Primeiro Comando da Capital (PCC).

Agentes da Delegacia de Defesa dos Serviços Delegados (DDSD), com apoio da Coordenadoria de Recursos Especiais (Core), e promotores do Grupo de Atuação Especializada de Combate ao Crime Organizado (Gaeco/MPRJ) saíram para cumprir, no total, 10 mandados de prisão e 37 de busca e apreensão em endereços no Rio de Janeiro, em São Paulo, Minas Gerais e Foz do Iguaçu.

A 3ª Vara Especializada em Organização Criminosa do Tribunal de Justiça do RJ também impôs medidas cautelares de bloqueio de ativos financeiros e indisponibilidade de bens e de participações societárias.

O Gaeco denunciou 22 pessoas no total. O juiz Alexandre Abrahão Dias Teixeira aceitou integralmente a denúncia, tornando todos réus.

Como foi a investigação

A investigação começou na Delegacia de Repressão aos Crimes contra a Propriedade Imaterial (DRCPIM), que descobriu uma “multimarcas” sediada no Complexo do São Carlos e vinculada à cúpula do facção Terceiro Comando Puro (TCP) que vendia itens falsificados e recebia eletrônicos roubados.

A especializada rastreou os donos dessa firma e encontrou uma rede de dezenas de empresas de fachada distribuídas em diferentes estados e criadas para escoar o dinheiro do tráfico. O grupo também utilizava o smurfing, depósitos fracionados em espécie para burlar mecanismos de controle.

Durante as diligências, os agentes identificaram ainda um núcleo de empresários de origem libanesa apontado como responsável por ampliar a circulação interestadual e internacional dos recursos ilícitos.

“As investigações também identificaram elementos que indicam a atuação de integrantes desse núcleo na região conhecida como Tríplice Fronteira (Brasil-Paraguai-Argentina), área que, segundo organismos nacionais e internacionais de prevenção à lavagem de dinheiro e ao financiamento do terrorismo, é historicamente monitorada como um importante polo de operações financeiras e logísticas de grupos terroristas”, disse a polícia.

Os agentes também identificaram uma relação comercial entre uma empresa vinculada aos investigados e um indivíduo sancionado pelo Office of Foreign Assets Control, órgão do Departamento do Tesouro dos Estados Unidos responsável pela aplicação de punições econômicas.

“De acordo com as informações levantadas, esse indivíduo integra uma estrutura de financiamento da organização terrorista Al-Qaeda. Esse vínculo será aprofundado a partir da análise das provas apreendidas durante a operação”, declarou a Polícia Civil.

*Com informações do G1



Conteúdo Original

2026-07-15 09:45:00

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