General Pazuello – El Salvador: da capital mundial do crime ao farol de segurança na América Latina |

General Pazuello – Divulgação General PazuelloDivulgação Publicado 03/06/2026 00:00 Por décadas, mencionar o nome de El Salvador em fóruns internacionais, agências de viagens ou debates geopolíticos evocava uma resposta quase imediata de lamentação e temor. O menor país da América



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Por décadas, mencionar o nome de El Salvador em fóruns internacionais, agências de viagens ou debates geopolíticos evocava uma resposta quase imediata de lamentação e temor.

O menor país da América Central continental carregava o fardo trágico de ser classificado recorrentemente como uma das nações mais violentas do planeta fora de uma zona de guerra convencional.

As gangues transnacionais — conhecidas localmente como maras, sendo as mais notórias a Mara Salvatrucha (MS-13) e o Barrio 18 — exerciam um controle territorial quase absoluto. Cobravam impostos ilegais, extorquiam comércios de subsistência, ditavam toques de recolher e ceifavam milhares de vidas anualmente sob o olhar impotente ou cúmplice de sucessivas gestões governamentais.

A realidade atual, contudo, contraria todas as projeções pessimistas do início do século XXI.
El Salvador vivencia uma das transformações sociais e estruturais mais céleres e drásticas da história moderna. O país deixou de exportar migrantes que fugiam do horror da violência urbana para se converter em um polo de atração turística, investimentos em tecnologia e, acima de tudo, um case de sucesso global em termos de segurança pública.

No centro dessa metamorfose está a figura de Nayib Bukele, cuja administração não apenas redesenhou o panorama físico e institucional do país, mas também conquistou patamares de aceitação popular e capital político inéditos na história das democracias contemporâneas.

Para compreender o otimismo que permeia a sociedade salvadorenha atual, é imperativo analisar a ruptura tática promovida no âmbito da segurança pública. Diante de uma escalada de violência no início de 2022, o governo adotou uma postura de tolerância zero, formalizada pelo Regime de Exceção (Régimen de Excepción).

Essa medida, prorrogada sucessivamente pelo Legislativo devido aos seus resultados empíricos, permitiu às forças de segurança desmantelar as cadeias de comando e as bases operacionais das gangues.

O principal pilar dessa estratégia foi o asfixiamento logístico dos criminosos, culminando na construção e ativação do CECOT (Centro de Confinamento do Terrorismo), uma penitenciária de segurança máxima projetada especificamente para abrigar dezenas de milhares de membros seniores das facções, impossibilitando qualquer comunicação com o mundo exterior.

A eficácia dessa política de segurança é traduzida em dados estatísticos irrefutáveis. Taxas de homicídios que outrora ultrapassavam a marca de 100 mortes por 100.000 habitantes — patamar que classificava o país como o mais perigoso do mundo — despencaram para números inferiores aos de nações desenvolvidas da Europa ou da América do Norte.

El Salvador encerra períodos anuais consecutivos registrando centenas de dias com zero homicídios, uma métrica outrora considerada utópica pela população local.

Mais do que o declínio dos índices criminais brutos, o impacto real reside na devolução do território aos cidadãos. Espaços públicos antes demarcados por fronteiras invisíveis impostas por criminosos — onde moradores de bairros rivais não podiam transitar sob pena de morte — voltaram a ser ocupados por famílias, feiras livres, parques iluminados e atividades culturais noturnas.

Crianças agora brincam nas calçadas de colônias históricas como Soyapango e Ilopango, áreas outrora consideradas impenetráveis pela própria polícia.
A pacificação do país desencadeou um efeito dominó de caráter imensamente positivo no ecossistema econômico de El Salvador. O principal entrave ao empreendedorismo salvadorenho não era a falta de talento, a burocracia ou a escassez de crédito, mas sim a chamada “taxa de segurança” — a extorsão sistemática praticada pelas gangues contra pequenas mercearias, motoristas de transporte público, distribuidoras e grandes indústrias.
Nenhum aspecto da realidade contemporânea de El Salvador é tão impressionante para cientistas políticos e observadores internacionais quanto os índices de aprovação popular do presidente Nayib Bukele.
Em um cenário global caracterizado pela polarização, desgaste rápido das lideranças eleitas e desconfiança crônica nas instituições democráticas, o Executivo salvadorenho mantém uma sustentação popular que beira a unanimidade.

Aqui reside uma das lições mais valiosas para o Brasil e, em especial, para o Rio de Janeiro. O nosso atual sistema prisional, longe de neutralizar lideranças criminosas, funciona como verdadeiro quartel-general das facções. De dentro das celas, chefes do Comando Vermelho coordenam o tráfico no Complexo do Alemão, na Maré, na Rocinha e na Cidade de Deus; ordenam execuções; gerenciam a logística de armamento e definem a expansão territorial para outros estados da Federação. Enquanto não rompermos essa cadeia de comando, qualquer operação policial — por mais letal ou espetacular que seja — terá efeito apenas episódico.

Pesquisas de opinião conduzidas por institutos internacionais de prestígio, como a CID Gallup, além de levantamentos de universidades e centros de análise locais, apontam de forma consistente que a aprovação da gestão de Bukele se mantém em patamares extraordinários de 91% a 94%!!!!

Portanto, a situação atual de El Salvador é o testemunho de que o destino de uma nação não está permanentemente selado por seus traumas históricos ou por suas limitações geográficas e econômicas. Em um intervalo de tempo notavelmente curto, o país reescreveu sua narrativa nacional, substituindo as crônicas policiais que ocupavam as páginas dos jornais internacionais por manchetes sobre inovação, segurança, turismo e estabilidade política.

General Pazuello é deputado federal ( PL-RJ)



Com informações da fonte
https://boletimrj.com.br/general-pazuello-el-salvador-da-capital-mundial-do-crime-ao-farol-de-seguranca-na-america-latina/

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