Golpes digitais por meio de celulares são cada vez mais comuns celular telefone smartphone.
Cacá Trovó/EPTV
Os casos de estelionato cresceram em Petrópolis, na Região Serrana do Rio, no início de 2026. Dados do Instituto de Segurança Pública (ISP) apontam 540 registros em janeiro e fevereiro, contra 386 no mesmo período de 2025, alta de 40%.
Em janeiro, foram 267 ocorrências neste ano, frente a 198 no ano passado (35% a mais). Já em fevereiro, os casos subiram de 188 para 273, um aumento de 45%.
Diante do cenário, a Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) alerta para o avanço dos golpes financeiros, principalmente no ambiente digital.
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Entre os mais comuns estão pagamentos por produtos que não são entregues, anúncios falsos em redes sociais e pedidos de transferência via PIX por criminosos que se passam por conhecidos.
Segundo o presidente da CDL, Cláudio Mohammad, a rapidez das transações contribui para os crimes.
“A tecnologia trouxe praticidade, mas também reduziu o tempo de reflexão do consumidor. Uma decisão tomada em segundos pode resultar em prejuízos significativos”, afirma.
A advogada Gabriella Dias reforça a importância de agir rapidamente após cair em um golpe.
“Se você foi vítima de um desses golpes é importante agir rápido. Busque ajuda do seu banco, faça uma contestação e, mais importante ainda, um boletim de ocorrência. Esse documento vai te resguardar de eventuais perdas lá na frente”, orienta.
Ela também destaca a importância do apoio jurídico.
“O advogado é importante nessa atuação, principalmente quando o banco não oferece o suporte necessário. É possível buscar a responsabilização do banco por meio de uma ação judicial”, completa.
Apesar da alta, 49% dos consumidores dizem desconfiar de contatos suspeitos. Ainda assim, 28% das vítimas não conseguiram recuperar o dinheiro perdido. O impacto vai além das perdas financeiras. Cerca de 34% das vítimas tiveram o nome negativado, e parte precisou recorrer à Justiça.
Para a CDL, a prevenção é essencial. A orientação é que consumidores utilizem ferramentas de segurança, como autenticação em duas etapas e cartões virtuais, evitem redes Wi-Fi públicas em transações financeiras e desconfiem de mensagens com senso de urgência.
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