A situação da Rede Municipal de Saúde de Armação dos Búzios entrou no radar da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) após denúncias encaminhadas ao gabinete do deputado estadual Filippe Poubel (PL). Segundo o parlamentar, relatos de falta de medicamentos e dificuldades de atendimento em unidades públicas do município motivaram a cobrança por esclarecimentos à gestão municipal, que vem acumulando denúncias na pasta.
Segundo Poubel, pacientes relataram dificuldades para acessar medicamentos básicos, inclusive após consultas médicas realizadas na rede pública.
“Não tinha dipirona, não tinha medicamento para diabetes, não tinha omeprazol. É uma vergonha, um caos. Na maior policlínica da Rasa, pacientes saíam das consultas e não conseguiam retirar nenhum medicamento na farmácia”, afirmou o deputado que percorreu unidades do bairro Rasa, acompanhado do vereador Toni Russo (MDB).
As denúncias, segundo o parlamentar, foram encaminhadas diretamente por moradores ao seu gabinete e ao gabinete do vereador, relatando dificuldades recorrentes de acesso a remédios e atendimento na rede municipal.
Poubel destacou ainda que participou da campanha eleitoral do prefeito Alexandre Martins e que, por isso, tem o dever de fiscalizar e apurar as denúncias da população, cobrando providências da gestão municipal.
“Eu tenho legitimidade para cobrar o prefeito Alexandre Martins, fui a Búzios fazer campanha para ele. Eu acreditei no Alexandre Martins, mas infelizmente a decepção bateu à porta”, lamentou o parlamentar.
A repercussão do caso no ambiente legislativo estadual amplia a pressão política sobre a gestão de Búzios, um dos principais destinos turísticos do Estado e do país.
Com população residente de cerca de 40 mil habitantes, mas que pode quadruplicar ou até quintuplicar durante a alta temporada, Búzios enfrenta aumento expressivo da demanda sobre serviços de urgência, atendimento ambulatorial e fornecimento de medicamentos.
Búzios acumula registros recentes de problemas na saúde
As denúncias apresentadas na Alerj se somam a outros episódios recentes envolvendo a estrutura de atendimento em saúde no município. Em 2025, atrasos em repasses financeiros colocaram em risco a continuidade do serviço de hemodiálise conveniado ao SUS, responsável pelo atendimento de pacientes renais crônicos.
Relatórios apresentados em audiência pública na Câmara Municipal também apontaram reclamações sobre falta de medicamentos, filas para procedimentos e limitações estruturais no Hospital Municipal Rodolpho Perissé, principal unidade hospitalar da cidade.



