Bolsonaro deixa hospital e vai para casa onde cumprirá prisão domiciliar – Manchete RJ – Notícias do Estado do Rio de Janeiro

Bolsonaro deixou o hospital DF Star, na capital federal, por volta de 10h. Momentos antes, a ex-primeira-dama Michelle também deixou o local, em um veículo próprio. Pouco tempo depois, chegou ao condomínio onde fica a residência, no bairro Jardim Botânico.


Bolsonaro deixou o hospital DF Star, na capital federal, por volta de 10h. Momentos antes, a ex-primeira-dama Michelle também deixou o local, em um veículo próprio. Pouco tempo depois, chegou ao condomínio onde fica a residência, no bairro Jardim Botânico.

Bolsonaro estava internado em um hospital particular na capital federal desde o dia 13 de março, após ser diagnosticado com uma broncopneumonia bacteriana decorrente de um episódio de broncoaspiração.

Ele chegou a passar dez dias na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) antes de ser transferido para o quarto na segunda-feira (23).

A decisão de Moraes

Na decisão proferida na última terça-feira (24), o ministro Alexandre de Moraes estabeleceu um prazo inicial de 90 dias para a prisão domiciliar.

O ministro acolheu os argumentos da defesa e o parecer favorável da Procuradoria-Geral da República (PGR), que apontaram a necessidade de um ambiente adequado para a recuperação plena.

“O ambiente domiciliar é o mais indicado para preservação de sua saúde, uma vez que, conforme literatura médica […] o processo de recuperação total de pneumonia nos dois pulmões pode durar entre 45 e 90 dias”, escreveu o ministro.

 

Apesar da concessão, Moraes ressaltou que a estrutura da “Papudinha” (o 19º Batalhão da PM onde Bolsonaro cumpre pena) era “eficiente e eficaz”, destacando que o ex-presidente teve atendimento imediato e monitoramento médico três vezes ao dia.

Regras da prisão domiciliar

A transferência para o regime domiciliar impõe uma série de restrições a Bolsonaro, que cumpre pena de 27 anos e 3 meses por tentativa de golpe de Estado:

  • Tornozeleira eletrônica: O uso do equipamento de monitoramento é obrigatório e ininterrupto.
  • Comunicação proibida: Bolsonaro está proibido de utilizar smartphones, computadores ou qualquer outro meio de comunicação, inclusive por intermédio de terceiros.
  • Redes sociais: Permanece a proibição total de postagens, gravação de vídeos ou áudios.

 

Ao final do prazo de 90 dias, o ex-presidente passará por uma nova perícia médica oficial para determinar se ele tem condições de retornar ao estabelecimento prisional ou se o benefício humanitário precisa ser prorrogado.

*Com informações do G1



Conteúdo Original

2026-03-27 10:39:00

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