Condenado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) nesta terça-feira, o ex-governador do Rio e pré-candidato ao Senado, Cláudio Castro (PL), se junta ao grupo dos últimos chefes do Poder Executivo no estado que foram alvo de prisões, cassações e impeachments. A lista inclui todos os governadores eleitos nos últimos 30 anos.
O antecessor de Castro, Wilson Witzel, foi destituído durante o mandato, mas por um processo de impeachment. Antes de Witzel, outros governadores do Rio chegaram a ser presos e condenados pela Justiça após o fim dos seus mandatos. Veja a lista completa a seguir:
Wilson Witzel
Wilson Witzel (2019-2021) — em cuja chapa Castro se elegeu como vice-governador — foi o primeiro a ter um processo de impeachment consumado no estado desde a ditadura militar. Ele foi acusado de cometer crime de responsabilidade por suposto envolvimento em fraudes na compra de equipamentos e celebração de contratos durante a pandemia da Covid-19.
Condenado a cinco anos de inelegibilidade no processo de impeachment, Witzel verá o prazo se extinguir neste ano. Ele já anunciou, neste mês, sua pré-candidatura ao governo do Rio em 2026, e argumenta estar “mais experiente, mais cauteloso” para voltar à função.
Luiz Fernando Pezão
Antes, Luiz Fernando Pezão (2015-2018) foi preso enquanto ainda ocupava a cadeira de governador, em novembro de 2018, denunciado pelos crimes de corrupção, lavagem de dinheiro e organização criminosa. Ele foi detido no âmbito da Operação Lava-Jato em uma ação que teve como base provas obtidas durante outras diligências que apuraram crimes cometidos justamente por seu antecessor, o ex-governador Sérgio Cabral (2007-2014).
Sérgio Cabral
Sérgio Cabral (2007-2014) colecionou denúncias e processos por diferentes crimes, incluindo corrupção, lavagem de dinheiro, organização criminosa, evasão de divisas, crimes contra o sistema financeiro, fraude em licitação e formação de cartel. Só em relação ao crime de lavagem de dinheiro, foram 184 acusações, que dariam conta da ocultação de cerca de R$ 40 milhões e movimentação de mais de US$ 100 milhões. Dos processos movidos, o ex-governador do Rio de Janeiro recebeu a condenação em 23, com penas que, somadas, ultrapassavam 430 anos de prisão.
Na primeira delas, em 2016, Cabral foi réu confesso em um esquema de corrupção em obras da usina nuclear de Angra 3, acusado de desviar R$ 224 milhões em contratos do governo do Estado com empreiteiras.
Rosinha Garotinho
A ex-governadora Rosinha Garotinho (2003-2006) foi presa em novembro de 2017 no âmbito da Operação Caixa d’Água, deflagrada pela Polícia Federal. Ele foi acusada de integrar uma organização criminosa que arrecadava recursos de forma ilícita com empresários com o objetivo de financiar as próprias campanhas eleitorais e a de aliados, inclusive mediante extorsão.
Anthony Garotinho
Marido de Rosinha, o ex-governador Anthony Garotinho (1999-2002) foi preso pela primeira vez em 2016. Ele foi condenado pelo TSE por corrupção eleitoral, associação criminosa, supressão de documento e coação de testemunhas, cometidos nas eleições de 2016 em Campos dos Goytacazes (RJ), nos fatos investigados na chamada Operação Chequinho.
Moreira Franco
Moreira Franco (1987-1991) foi preso em 2019 pela Operação Lava-Jato por suspeita de integrar esquemas de fraudes milionárias na Caixa Econômica Federal, realizadas enquanto ele era vice-presidente da instituição financeira. Sua prisão, no entanto, durou poucos dias, e o ex-governador foi absolvido das acusações de improbidade administrativa no ano passado devido à ausência de provas concretas. No entendimento da juíza Cláudia Valéria Bastos Fernandes, da 11ª Vara Federal do Rio de Janeiro, a acusação criou “narrativas recheadas de suposições”.
Antes, em 2017, à época como ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República no governo de Michel Temer, ele foi condenado a devolver R$ 2 milhões aos cofres públicos por desvio de recursos na educação no estado do Rio.
*Com informações de O Globo
2026-03-25 08:56:00



